segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Escapadelas
Cumprimentos
JML
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
20º Aniversário
Um grande bem-haja Gonçalito! Um grande beijinho de Parabéns!
JML
domingo, 8 de novembro de 2009
Dia Mundial da Gargalhada
A crise aluiu-nos de uma maneira que já não há quem consiga aguentar tal assunto. “Olá senhor André, era aquele cafezinho curto se faz favor”. “Com certeza senhor engenheiro, então esta crise han?”. “Era para a estação de Santa Apolónia se faz favor”. “ É para já cavalheiro” (…depois de uma buzinadela e de uma desavença com outro condutor) “Este país está uma coisa. A crise realmente afecta a todos”. Já não há ouvido que tolere. Acho que para além de todas as medidas que estão a ser postas em prática para a resolução da crise, deveria haver qualquer coisa mais. Uma gargalhada? Quando nos rimos tudo de nós sai cá para fora. A nossa própria gargalhada caracteriza-nos. Rir é das melhores coisas que há na vida. Uma boa gargalhada pode ser a solução para um dia terrível de um sem-abrigo. Uma gargalhada pode levar à felicidade de um idoso que nunca mais viu a luz do sol. Uma gargalhada pode apaziguar amizades e harmonizar controvérsias. Já imaginaram o eco que entoava no mundo se todas as pessoas do mundo se rissem ao mesmo tempo numa determinada hora, num determinado minuto? Era um fenómeno. O mundo ganhava cor, voz e sentido. Eu pergunto-me muitas vezes para onde vamos com as posturas que adoptamos?
Para onde nos leva esta escassez?
É assustador pensar nas repercussões que este período de recessão pode vir a ter na vida das pessoas.
Crise é mudança. Hoje é preciso mudar? É. Tanta coisa que não imaginas. Uma delas pode ser começar o dia a sorrir…
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Emissão de Regresso
A EMISSÃO DE REGRESSO de Gonçalo Câmara este fim-de-semana @ CIDADE FM. Não vais querer perder.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
NOTÍCIA: Gonçalo Câmara - Locutor da Cidade FM
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Coisas....
Será que existe alguém ou alguma coisa que nos faça “abrir o livro” a 100%? Se já encontraram, por favor agarrem-se porque é cada vez menos comum e nem todos o conseguem.
Se tiveres alguém que te faça totalmente feliz e que ao mesmo tempo te conheça profundamente, como mais ninguém conhece, então liga-me porque eu gostava de te conhecer (mas não profundamente).
Se arranjares alguém que goste genuinamente de ti por seres quem és, então se fazes o favor, não deixes essa pessoa fugir….para teu bem.
Porque é que quando me pedem conselhos sobre um assunto eu até pareço um verdadeiro entendido na matéria, mas depois quando a mesma situação acontece comigo, eu não sei o que hei-de fazer?
Porque é que as pessoas quando querem alguma coisa não lutam com tudo e preferem acomodar-se? Deixem-se do “assim é que estou bem” e lutem, vão atrás, agarrem….FAÇAM…porque no fim, mesmo que não consigam o que querem, vão conseguir estar bem convosco pois sabem que tentaram tudo e fizeram tudo para alcançar o que queriam.
Se calhar as coisas mais difíceis sabem ainda melhor que as outras. Tomem muita atenção a pormenores, tomem especial atenção ao que sentem em pequenos gestos, atitudes…. Porque aí é que está o segredo para perceber e para esclarecer coisas que estão pouco claras na nossa cabeça. Eu sei que isto parece tudo muito confuso e vago mas tenho a certeza que alguns daqueles que vão ler este texto, entender-me-ao perfeitamente e se a “carapuça” servir a alguém….então é favor ler outra vez.
Para chegarmos a momentos de felicidade, primeiro temos que nos sentir tristes e se há sentimentos escondidos cá dentro, então deitem para fora. Vão ter com o amigo, com a amiga, com a namorada, com o pai ou com a mãe e digam o que sentem de verdade porque posso-vos garantir que se vão sentir melhor, mesmo que não consigam aquilo que querem.
Ao menos saberão que a outra pessoa sabe o que vocês sentem e depois mais tarde podem ter a sensação de “missão cumprida”. Pensem, reflictam, aprendam, FAÇAM….e acima de tudo sejam especiais. Porque pessoas mesmo especiais são poucas e tendem a ser cada vez menos, portanto não mergulhem na banalidade e não se deixem embrulhar por sentimentos inúteis e que nada trazem de novo.
Agora passo á história do “tenho um amigo…”. Pois é, eu também tenho um amigo que continua a bater na mesma tecla e as pessoas dizem-lhe - “epá não faças isso…esquece. Não vale a pena porque isto ou porque aquilo….”. Mas a vontade dele não é essa e quando ele está com ao pé dessa “tecla”, ele sente-se a pessoa mais feliz do mundo.
Será que vale a pena desperdiçar esse sentimento por coisas que se aprendem e por defeitos comuns a todos os humanos? De uma coisa podem ter a certeza….não há nada, mas nada melhor do que crescer ao lado de alguém que gostamos e ainda melhor que isso é vermos e contribuirmos para o crescimento de uma pessoa de quem gostamos muito. Não há nada mais gratificante.
E portanto, para o tal “amigo” o meu conselho é simples….Segue o teu coração!
Gonçalo Moreira Rato
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Animador de Rádio: uma profissão multifacetada
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
O Tertúlias vai aos States
Nova Iorque é frenética. Mal se consegue andar nos passeios. É capaz de ser o sítio onde mais fácilmente alguém recebe umas festinhas carinhosas sem sequer se aperceber de onde surgiu o malandro. De todas as várias vezes que já fui á Big Apple, há um sítio onde vou inevitávelmente: o Ground Zero. Estive lá faz agora 3 semanas e pouco é já aquilo que se possa parecer com o inferno que ali teve lugar, faz hoje 8 anos. O meu irmão teve a sorte de visitar as torres espetaculares do World Trade Center, apenas uma semana antes do 11 de Setembro. Até hoje ele me diz que foi um dos sítios mais impressionantes e únicos onde esteve. Estando naquele sítio entende-se que alguma coisa já ali esteve, alguma coisa única e espetacular. E o peso das 3,000 almas que ali morreram cruelmente, enquanto víamos incrédulos na televisão. Mas, rápidamente se percebe que falta e faltarão para sempre aquilo que foram, em tempos idos, uma das maiores maravilhas da humanidade. Poderia continuar a escrever sobre as viagens que o Tertúlias faz por terras americanas, mas secalhar o melhor será mesmo ir beber uma Sagres ou então distribuir uns estalos aí pela malta baril da night. Também não se faz muito mais do que isso por estas bandas...
May God Bless America
9/11 Never Forget
JML
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Desconversas
Mas nós Portugueses temos um grande motivo para nos sentir-mos orgulhosos e prestigiados mundialmente. Foi aqui neste pedaço de terra que alguém, algures e em tempo desconhecido começou a desconversar e a partir daí a epidemia da desconversa instalou-se e para ficar, muito provavelmente, eternamente.
Mas para os Portugueses nunca nada está bem e de modo a não perder o estatuto, toca de levar a coisa mais longe e inventar o desmentir.
Por exemplo....um policia reboca-nos o carro e nós dizemos logo: "Oh Senhor Guarda desculpe, mas não se importava de me devolver o carro, tenho pressa, tenho uma tia a morrer no hospital e uma explicação de biologia às cinco e meia." O Guarda puxa do bloco e diz como se tivesse as palavras na ponta da língua: "Documentos...." Entretanto o senhor procura nos bolsos mas nada de documentos, apenas um talão da lavandaria e um plástico com dois "calhaus" de haxixe: "Deixei-os em casa, Senhor Guarda, a minha mulher teve de ir à Caixa levantar a minha pensão de invalidez e eu...pois...olhe...veja lá....pois não os trouxe não." O Guarda dá um grunhido na direcção do reboque, grave e curto, como o som de um javali a fazer testes para um spot de pastilhas veterinárias contra a rouquidão. Isto significa, no código secreto entre policias e reboques, "Anda lá com essa merda...."
O carro começa a andar e o senhor, com o nervoso insiste: "Esse carro é meu pá. Quer que eu lhe diga o que é que está no porta-luvas?" O Guarda não demora a responder: "Sem os documentos comprovativos da propriedade da viatura, a mesma é considerada de propriedade incomprovável, pelo que deverá dar entrada no parque da Polícia Municipal de Alpalhão, até comparecer o propietário do veiculo, devidamente munido dos documentos."
Se o homem disser " estou-lhe a dizer que é meu", o Guarda nem dá tempo para mais nada e abrindo os olhos, enchendo o peito e ajeitando a boina diz: "O senhor, por acaso, está-me a desmentir?" E aí entra a famosa desconversa:" Oh Senhor Guarda....desculpe perguntar, mas o senhor não é aquele homem alto que aparece a fazer surf naquele anuncio da coca-cola?"
Desconversando e desmentindo, os Portugueses falam entre si como se estivessem condenados à trágica companhia uns dos outros e perdeu-se, entretanto, a arte de conversar.
A ideia de duas pessoas numa sala de estar, sem música e sem vídeo, a trocar ideias e opiniões acerca de assuntos interessantes, sem copos e cambalhotas, é mais que suficiente para pôr qualquer adolescente a vomitar.
Gonçalo Moreira Rato
(Adaptação de um texto de Miguel Esteves Cardoso)
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Noddy: será mesmo uma criança?
Com todo o respeito senhor Noddy, até porque o senhor tem idade para ser meu avô, pedia-lhe que não levasse a mal aquilo que aqui disse. Acredito que me perdoa, o senhor tem juizo, cabeça e é prudente. Desejo-lhe os meus parabéns, dizia-lhe até que contes com muito mais, mas sinceramente, não sei se lá chega. GC
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Camaradas
da camaradagem comunista. A quantidade de pessoas mortas pelo comunismo faz o Holocausto nazi parecer uma brincadeira de crianças. PÃO também nunca existiu, uma vez que na União Soviética houve FOME numa escala inimaginável e toda a gente, excepto os grandes e nobres camaradas do Partido, era básicamente obrigada a comer a mesma coisa, quando havia alguma coisa...TERRA essa houve em demasia, mas toda nacionalizada e ninguém podia dela tirar proveito pois toda a produção de cereais, legumes, etc era propriedade do Estado e não daqueles que nela trabalhavam e investiam o seu dinheiro (como era e é prometido pelos comunas justiceiros). TRABALHO esse havia, mas não havia possibilidade de escolher qual trabalho cada pessoa deseja fazer na sua vida. Se eu vivesse na União Soviética e o meu objectivo de vida fosse ser taberneiro e abrir o meu cafézinho não podia, mais rápidamente era enviado para os campos de trabalho forçado, cavar a terra e usar a foice. Não há quem entenda que o comunismo não é viável. Tenho uma boa nova para todos aqueles que acham justo que se tire o fruto do trabalho dos outros, simplesmente porque outros se sentem injustiçados, explorados por patrões demónios, incapazes (certamente o serão para acharem que o socialismo é a única possibilidade de viver) de fazerem algo pelas suas vidas: A PORRA DA VIDA É INJUSTA. Isto é um princípio que existe na Natureza, ponto final. Mas ao menos, num sistema democrático e capitalista, EU tenho a hipótese de fazer algo com a minha vida, escolher por que caminhos ando, por que vida levo. Tenho a hipótese de ser um Belmiro de Azevedo, que começou por ser uma pessoa de origens muito humildes para ser hoje líder merecido daquilo que trabalhei e me esforcei para ter e ser. Temos todos Humanidade em nós, isso nunca ninguém nos pode tirar. Por mais que tenha darei sempre algo ao outros e permitirei a outros que possam chegar mais longe e chegar onde os mais esforçados, trabalhadores, inovadores e empreendedores chegaram. Não tenho e jamais serei obrigado a abdicar das minhas ambições e sonhos, em nome de algo que está para além das capacidades de qualquer ser humano: as desigualdades naturais. Na Natureza existem leões e coelhinhos indefesos, será que é assim tão difícil de perceber? Pode e deve-se trabalhar para que todos possam ter mais, mas nunca jamais acabar com as nossas próprias capacidades, ambições e possibilidades. Porque aí sim está a diferença: POSSIBILIDADES. Por mais que tenha uma vida lixada, eu tenho sempre uma (ainda que uma em muitas centenas) hipótese de conseguir mais e melhor. Numa União Soviética eu nunca teria sequer essa escolha. Teria alguém para me dizer o que é que eu tenho ou deixo de fazer...Já agora, jovem Chiquito Louçã: EU SEI O QUE É QUE FIZESTE O VERÃO PASSADO. Andava o jovem muito feliz a fazer as comprinhas da semana no Supermercado do El Corte Inglés, que é por acaso, o supermercado com os preços mais altos de Lisboa, quando muitos portugueses por quem tanto luta não têm essa capacidade. Ora diga-me lá se não é um tanto ou quanto irónico...Para si e os seus apoiantes, o El Corte Inglés é um demónio que explora até não dizer mais os seus trabalhadores injustiçados. E quanto aos apoiantes do Bloco de Esquerda é tão fácil abrir a boca para criticar os patrões, mas no final de contas são eles quem lhes deram emprego e lhes pagam salários. Pá, bacanos...fumem menos ganzas e ponham lá o boné janota da empresa que essa ao menos dá-vos salário e emprego. Mas claro, se não se esforçam para serem os melhores, parece-me lógico que o patrão perde a paciência e vos despede. C'est la vie jovens camaradas!
Saudações vermelhas parvalhões
JML
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Legislativas 2009
Fica a questão. GC
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Primeira Entrevista TV
ENTREVISTA: AMÍLCAR CRATO, 53 ANOS, TERCEIRENCE – ANGRA DO HEROÍSMO
GC: Primeira pergunta senhor Amílcar: Gosta de futebol?
AC: Gosto bastante. Cá na terceira torço sempre pelo Lusitânia. Gosto. Gosto. É bonito. Gosto de bolas a rolar pelo relvado. É bonito. Gosto.
GC: Quando é que se apercebeu que o Cristiano Ronaldo era o melhor jogador do mundo?
AC: Eu? Eu sempre soube. Sabe, o meu clube é o Lusitânia aqui da Terceira mas sempre tive um fraquinho pelo Sporting e quando o grande Cristiano se destacou no Sporting e partiu do clube eu adivinhei logo que ele se iria tornar o melhor do mundo. E “apois” assim foi. Eu adivinho tudo. Tudo ouviu? Tudo. Tudo. Tudo.
GC: Como tem vivido com este novo conceito da Gripe A?
AC: Gripe A? Eu sei lá isso. Quer dizer, já ouvi muita gente a falar nessa gripe mas nem me interesso. Eu todos os invernos começo logo com a ranhoca no nariz e penso logo para mim: “Amilcar, estás a ficar febril!”. Sabe, raramente estou doente, mas quando estou é a matar. Por isso se essa gripe me afectar, eu mando um peido e ela foge, garanto-lhe. Garanto-lhe.
GC: Como é o seu dia-a-dia aqui em Angra?
AC: Olhe jovem, isto é complicado. Sou pescador. Quer dizer, pensando assim á primeira vez, não é complicado porque isto é só peixe e porque? Sabe?
GC: Porque é uma ilha suponho.
AC: Exacto. Olha como o moço é esperto han? Enfim, acordo de manhã, pelas 5 vá. Pego em tudo o que preciso para ir para o barco, meto-me lá dentro e só volto ao fim da tarde. A minha mulher, a Zélia, costuma refilar, mas ela tem mais é que estar calada porque sou eu que lhe meto o peixe todos os dias á frente na mesa.
GC: Qual o seu prato preferido?
AC: Eu gosto de tudo. Não sou esquisito. Mas o preferido é peixe. Só peixe. Deve ser por estar habituado. (risos com cara de urso)
GC: O que acha desta crise económica que praí se fala?
AC: Oh meu amigo. Tinha que vir com essa pergunta não é? Isso a mim não me diz nada. O peixe é o mesmo. O peixe continua no mar. Eu vivo do peixe sabia? Desde que as garopas não saibam que a crise anda aí por mim está tudo 100% fixe. (risos com cara de urso outra vez)
GC: Qual o seu emprego de sonho?
AC: Sinceramente? Sonho trabalhar nos correios aqui de Angra. Não sou ambicioso. Gosto de andar dum lado para o outro. Quando era mais gaiato adorava cartas.
GC: Qual a sua opinião sobre o carro amarelo do noddy?
AC: Você pensa que goza comigo por eu não saber quem é esse nome mas eu sei. É um boneco. O meu neto vê-o sempre. Vê tanto tanto que acabo por decorar as músicas. Mas agora, essa pergunta é verdade? É para ser respondida? A minha opinião? Oh Hóme! Sei lá eu. É um carro. Anda bem de certeza. Pelo menos o boneco gosta de andar nele.
GC: Mas a buzina é irritante certo?
AC: Oh hóme, mas o que é isto? Ahhh a buzina. Sei tão bem. É é. Eu se fosse ao boneco, ó node, mandava trocar no mecânico. Lá nos desenhos animados também há um mecânico. Eu ia lá se fosse a ele.
GC: Para terminar, uma mensagem que queira deixar ao mundo?
AC: Uma mensagem? Mas daquelas sentimentais e profundas? Espere lá: Não vejam o nóde, ele é virado, vejam antes o Ruca que esse o meu neto ainda gosta mais. (risos com cara de um grande, grande urso).
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Graciosa
Existe um supermercado nesta ilha da Graciosa (a segunda ilha mais pequena do arquipelago). Um supermercado cuja proprietária é uma mulher de 1,30m, cabelo branco, idosa, com buço. Um belo buço, diga-se de passagem. Dava para fazer um tapete persa lindíssimo. Era capaz de dar dinheiro, juro-vos. Enfim, gosto desta ilha. Ficas desde já a saber que muito em breve serão publicadas as fotografias desta engraçada viagem. GC
sábado, 1 de agosto de 2009
Molhada Algarvia
Hoje venho-vos falar das molhadas de Verão. Eu estive numa que foi tão porca, tão javarda, tão pouco convencional que o resultado só podia ser um: podre de doente, com nada mais nada menos que uma infecção respiratória. Isto passou-se numa semana no Algarve. Programa muita baril: 2 semanas a conviver com a malta num T2, que nem máquina de lavar tinha...Deixei-me dizer-vos que por mais falhas que a casa tivesse (e não eram poucas), o que nunca faltou foi diversão e...berros! Porquê? Porque naquela bendita casa havia sempre...mas sempre alguém! Meu Deus, só agora é que me compenetrei que chegaram a estar uns 15 macacos (e macacas!) a dormir num T2...podem visualizar a selva que não era aquilo. Bastaria dizer-vos que eu, como cidadão exemplar que sou, fui desarrumando tudo á minha volta, bem como eu gosto...tudo escangalhado e desmazelado á minha volta! Não toquei nos boxers, meias, calções, t-shirts sujos em quase uma semana...no fim tive que andar pela sala (que era um tipo de casulo partilhado com mais 4 gajos) á procura dos ditos safados! E não é que decerteza que me esqueci de alguns dos cujos...decerteza absoluta. Não sei como é que é com vocês, mas eu tenho aquela sensação que me esqueco sempre, mas sempre de alguma coisa. E, para mal dos meus pecados, o pior é que perco mesmo alguma coisa. Sempre! Ainda hei-de estar vivo para ver perder esta santa cabecinha que o Senhor me deu de tão boa vontade. Bom...mas houve outra coisa engraçada: os maganos com quem tive o gosto de partilhar uma salinha tão lindinha, também não arrumaram os respectivos objectos pessoais. Aquela salinha mai linda era um misto de cheiro a pé-de-atleta, suor do Miguel (tou a brincar), boxers e meias sujas e, o meu favorito, um cheirinho permanente a punzeco quentinho. Este cheiro mantinha-se fosse quem fosse que estivesse naquela casa! Na...agora estou a exagerar ou, vai na volta e não estou...uma semana naquele pardeeiro a ver como se aguenta os sentidos cognitivos de alguém. Aquela casa era simplesmente inacredtitável. O chão daquilo parecia o chão da Botica e logo de manhã, comia-se com um bafo a cerveja ressequida. Yummy...
Quando se acordava, não havia água! Com uma ressaca do tamanho da glória do Benfica (lol...) em cima, não havia água para acalmar a coisa...Nunca havia comida e quando havia ou era entremeadinha assadinha no meio balde de gás ou uma porra duma massa do Continente. Juro-vos que qualquer dia ando á esparguete (o que quer que isso seja...) de tanto enfiar massa no bucho.
Isto tudo para vos dizer que era suposto ficar por terras algarvias durante duas semanas. Mas, subitamente, as minhas férias na molhada foram interrompidas por uma infecção respiratória. Lá voltei eu para Lisboa, onde estou neste momento, muito miserável e infeliz. Por mais javardo que seja uma molhada algarvia á moda antiga, é do catano pá!
Beijinhos abracinhos e muitos palhacinhos
JML
PS: A médica cá em Lisboa disse-me que quase decerteza que eu estava com Gripe A, por isso quando me virem não fugam...va lá...
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Gripe A
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Vila Nova de todos nós
Ah só mais um ponto. Falta-me apenas dar uma palavrinha acerca do sudwest, aqueles tipos de disco night sound, para os mais velhos, a matiné. A única imagem que guardo é uma cambada de indivíduos a tentarem saltar o muro. Os mais sortudos ficam com uns arranhões e os azarados levam uma sova daquelas mesmo à antiga. Isto porque segundo consta, e não por experiência própria, os "sugas" são muito poucos amigáveis e qualquer coisinha desatam logo aos mimos e são muito meiguinhos. Se pensarmos bem não podemos julga-los. Bá la ber...os campangas passam o ano inteiro na real pasmaceira a ver relva a crescer e tinta a secar e portanto chega ao verão e até se babam para terem um bocadinho de acção e alguém tem que sofrer. E quem melhor para isso do que a miudagem que vai la só beber uns copitos e praticar a narração. É giro de se ver sim senhor.
Um bem haja para vila nova de toda a gente. E a seguir já se sabe....Vilamoura com eles, depois um saltinho a S.Martinho sem faltar uma rapidinha a ponte de lima. Cientificamente podemos explicar este acontecimento como uma migração de massas bastante normal e bestial, porreiro e impecável. Assim passa mais um verão quente, cheio de açúcar mas com muito pouco sal. Desculpem se atingi orgulhos mas não liguem porque eu não passo de um invejoso que cai e bati com o cotovelo.
Don´t worry...be happy!! Um veijo e um palavrão.
Gonçalo Moreira Rato
domingo, 19 de julho de 2009
Será mesmo um talho?
Chamava-se "TALHO CABEÇINHA - O prazer de uma boa carne"...
Talho cabeçinha?
Cabeçinha?
Tirem as vossas próprias conclusões. GC
terça-feira, 14 de julho de 2009
Paixão…Paaiixão....
Uma coisa é certa. Do amor ninguém sabe nada. Ou pensa-se que se sabe mas não fazemos mais do que procurar saber quem amamos.
Do amor é bom falar, pelo menos nos intervalos em que não é tão bom amar.
A distinção entre amor e paixão é feita de maneira diferente de cultura para cultura. Na nossa o amor é uma “coisa” mais tranquila, pura e duradoura e a paixão é outra mais maluca e efémera.
É do senso comum que quando nos perdemos de amores por alguém sentimos que nos apaixonamos. E apaixonar-se é ficar amorosamente rendido a outra pessoa.
Acontece que o amor, sempre de mãos dadas com a paixão, não é visto, por alguns, como o caminho para alguma coisa, incluindo para a felicidade. Com sorte, consiste em ir adiando engraçadamente a desgraça e o drama.
O amor é a nossa “doença” de eleição e é altamente contagiosa. São os ciúmes doentios, as cenas doentias, as alegrias e as desilusões, as expectativas e as saudades, é sempre tudo “fantabolásticamente” doentio.
Em cada “fraquinho” que se tenha por alguém, há sempre o desejo incontrolável de paixão e consequentemente, o sonho de um grande amor. Os “fraquinhos” são pistas dadas por quem está absolutamente disposto a amar. Já a atracção exclusivamente física é considerada à parte.
E porque é que nós homens dizemos que as mulheres sexualmente atraentes são “boas”?
Os portugueses acham que as mulheres atraentes são “boas” porque, ao contrário daquelas que amam, são incapazes de lhes causar sofrimento.
O amor é o drama apetecido. Se ele chega atrasado ao encontro é porque já arranjou uma amante. Se a polícia lhe estiver a arrombar a porta e ele disser “Agora tenho mesmo de desligar, meu amor”, é porque quer “despachá-la”. Se ela espirra, ele imagina logo que ela passou a madrugada num jardim ventoso, nos braços de um qualquer. Se ela se veste mal é porque já não quer saber dele e se por acaso se veste bem é porque quer impressionar outro.
Mas adoram!
Numa relação achamos que nós é que amamos e o outro finge amar, só para nos enganar. O amor não convive com a confiança e pensa-se que quem ama, desconfia e quem desconfia é porque não ama.
Quem não está apaixonado passa o tempo em bares e discotecas, sedento de encontrar um grande amor. É nítido na cara das pessoas aquele ar sofredor mal dormido que não é mais do que o resultado físico da ausência ou da presença do amor, das noites em branco, quer pela ausência ou pela presença do dito cujo amor.
Somos infelizes? Talvez….mas de uma coisa tenho a certeza….é óptimo, imprescindível e não a trocávamos por nada…a paixão.
Gonçalo Moreira Rato
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Parabéns a mim!!
Ora então cá vai.....eu o ano passado também fiz o "obséquio" de contribuir para a educação deste pequeno, grande país, à beira-mar plantado, fazendo o dito exame. O que aconteceu foi o seguinte estudei, estudei, estudei, estudei e ainda tive a dignidade e a preocupação de estudar portanto vejam lá bem ao ponto que isto chegou. Estudei tanto tanto que consegui, de uma forma absolutamente extraordinária e fora do alcance do comum mortal, tirar 11 valores. No mínimo fascinante, não acham?! Fiquei desiludido, indignado, revoltado, chateado, aparvalhado mas pior que tudo fiquei maçadíssimo. Mas nada que umas caipirinhas não resolvessem e melhor que isso foi ter entrado na filosofia do AKUNA MATATA que foi imposta por um tal de pumba, um javali cheio de gases! Passou-se um ano entretanto.
Chegado a Junho pensei "bem agora é um mês a doer e vou marrar quem nem um cão". Claro que isso não aconteceu mas serviu para "aconchegar" a consciência e deixa-la a dormir, como que sedada.
O exame tinha data marcada para uma terça-feira às 14 horas da tarde, que a data já não me recordo e no dia anterior, ou seja segunda à noite estava eu sentado no carro do parque de estacionamento dos meninos do rio a roer as unhas e a estudar pela primeira vez neste ano. Com o rio a fazer de paisagem e com o meu amiguino João Maria, que transpira cultura por todos os poros, a ajudar-me, pensava para mim que ia conseguir e não havia volta a dar. Tive 14. Eu sei, obrigado.
Moral da história, em 2008 estudei imenso e tive menos 3 valores do que em 2009 que não estudei a "ponta de um chavelho", que é para não dizer outra coisa. Ou seja, maltinha do aperta o papo, interessa é estar confiante e acreditar nas vossas capacidades. Isto tudo pode parecer estúpido e não interpretem mal porque a malta tem mais é que estudar e se calhar até tive sorte....ou não. Só sei que consegui porque acreditei com força, coisa que não faço com muita frequência. É este o meu conselho e para aqueles que ainda têm a 2a fase, aqui vai a minha palavra especial de apoio e de força porque basta acreditarem (parece fácil para quem fala, eu sei).
João, Vasco, Martim....uma força muito grande e acreditem em vocês porque eu sei que são capazes. E tu também palhas...atirem-se de cabeça!!
Um abraço para todos e uma beijoca especial para a ministra da educação.
Gonçalo Moreira Rato
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Partida
Um bem haja a todos. GC
sábado, 4 de julho de 2009
Cornos
Meus amigos, temos que ser mais positivos e não olhar logo para as coisas más. Eu tenho uma teoria muito bem fundamentada pelo poema de Bocage (transcrito abaixo) que pode explicar o que faziam aqueles cornos áquela hora no parlamento. Eu tenho a sensação que Manuel Pinho apenas estava a dar conforto a um deputado do Partido Comunista que foi enganado. Não consigo indentificar qual foi porque serão muitos os visados pelo dito gesto mas o que é certo é que Manuel Pinho estava a reconfortá-lo e eu próprio já contratei uma daquelas pessoas que lê os lábios e ela conseguiu me dizer o que Manuel Pinho proferia enquanto fazia os corninhos:
"Não lamentes Alcino o teu estado,
Corno? Tem sido muita gente boa,
Corníssimos fidalgos tem Lisboa,
Milhões de vezes cornos têm reinado."
Não tenho nada mais a dizer. GC
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Julho, belo embrulho
Julho reserva-nos muitas surpresas meus amigos e é por isso que falo dele hoje. A todos os portugueses, a todos os cámones, a todo o mundo: Bem-Vindos ao Verão!! GC
Estou magoado e indignado com... a Feira do Artesanato
Ora bem, venho aqui mostrar-te hoje um pouco de indignação e mágoa em relação à feira do artesanato que, se não sabes, ou és tarolhoco ou és tripeiro, está agora a decorrer na FIL. A feira do artesanato sempre foi, mais que um espaço, um TEMPO para os tugas meterem umas pulseirinhas de pé e uns batuques ao bolso sem o marroquino dar conta. Tive o prazer de ir lá na passada terça feira e revivi momentos de infância, não me perguntes o que, nem como, nem o que revivi, mas por momentos sentia-me criança a olhar para aquele imenso pavilhão cheio de esculturas de madeira de negros mamalhudos. Sim, se há coisa que eu tenho reparado é que os escultores estão cada vez mais obcecados com um belo par de seios. É seios por tudo quanto é lado, nos elefantes, nos Hulas, nos negros, nas negras, enfim, são escolhas. Há quem se preocupe em fabricar e esculpir pencas. É cada figura nariguda que eu chego-me a perguntar se o Pinóquio é do tempo da pedra, mas depois é que me apercebi que eram os "trolls da Noruega". A Feira do Artesanato é sempre uma festa, anda tudo amontoado uns nos outros, cada vez que uma pessoa passa pela barraca dos batuques, um africano começa a tocar djambé, mas quando a pessoa passa por ali e vira costas, o djambé também se cala. E perguntas-me: "Porque é que reviveste momentos de infância?" e eu respondo-te: "Não sei, o cheiro do incenso passou-me". É impressionante como uma pessoa chega ao pavilhão e aquilo tresanda a mandioca, a alcagoita, a nêspera e a xiripiti, que tudo junto se chama incenso. Mostro mágoa perante a feira porque ao que parece, esta senhora, alta, robusta, famosíssima, matadora e fatal chamada Crise bateu coro desta vez á feira do artesanato. É verdade ela chama-se Crise. Crise dos Santos Que Não Ajudam a Superá-la. Esta senhora fez-se á feira e a feira deixou-se ir, começaram-se a interessar um pelo outro, combinaram cafés, a feira estava encantada até que um dia, sem a feira saber, a puta da Crise levou-lhe tudo. As jóias, as belas pulseiras de pé, os broches africanos, os tapetes indianos, as chichas marroquinas, levou mais de metade dos mamalhudos que havia no ano passado. Safada da Crise.
A única boa recordação que trago da passada terça-feira, é aquele cheiro, aquela intensidade de cheiro da bela... sande de paio do pavilhão 3. GC
terça-feira, 30 de junho de 2009
TUGAS
Afinal, quem é o tuga? É um indivíduo que dirige um Opel Kadett, Citroen AX, Fiat Punto ou um Citroen Saxo, normalmente de cor branca, amarela ou até roxa. É um veiculo que apresenta um design onde não podem faltar as listas desportivas e aquele autocolante a dizer "Tunning Racing Team de Xabregas". O mais "maluco" vai mais longe e artilha o seu bólide com um, sempre na moda, alleron (não sei se está bem escrito e peço desculpa por não conhecer a linguagem utilizada pelos amantes dos carros) e já agora uma "saiazinha" para rebaixar mais o carro porque o tuga até é contra subir passeios e repugna piamente os buracos, que não existem em lado nenhum desta cidade. O que não pode mesmo faltar é um fora de serie sistema de som, obviamente comprado ali na praça de Espanha, um sítio onde está sempre a passar boa musica e quem já lá passou sabe do que estou a falar.
Bem já chega de falar do seu carro e vamos passar à casa. Esta personagem tem em casa, uma colecção de garrafas-miniaturas, um daqueles quadros com crianças de olhos grandes a chorar e por fim faz-se acompanhar de um "cão a pilhas" ao qual chamam de "Piloto" ou "Pipoca".
Preenche tudo o que é cupão para concursos, tem um familiar na Guarda-fiscal que lhe vende artigos electrónicos de 1ª classe, todos importados directamente dos Estados Unidos que segundo ele, "é o melhorzinho que para aí anda" e tem sempre uma garrafa de bagaço "especial", que vem "lá da terra" e é só para os amigos...muito "especiais" também.
O tuga acredita com toda a força que "no Norte é que se come bem" e que os políticos "querem é encher os bolsos". Usa boné e jeans, acompanhado de um blusão kispo por cima da camisola interior de alças que, aconteça o que acontecer, faça chuva ou faça sol, está sempre presente. A roupa é, segundo ele, comprada em Londres mas na etiqueta interior diz "Pronto-a-vestir da Maria". Tem também em seu poder, um isqueiro da Dupond que é igual aos outros mas por razões de impostos tem outro nome.
No Natal oferece o último grito em varinhas mágicas à mulher e o equipamento completo do Benfica ao filho. Vai a jogos de futsal e de hóquei em patins e tem a unha do dedo mindinho da mão, maior do que as outras. Transporta consigo um pente e um corta-unhas. Usa desodorizante old spice ou brut e tem, em casa, um Black and Decker com todas as aplicações, que usa aos domingos para construir estantes para exibir a sua colecção inteira de peças que compra nas televendas.
Aprecia o "tópless" e conhece uma praia na Costa da Caparica que mais ninguém conhece, à excepção de uns milhares de empregados de charcutaria com canivetes tipo-suíços para cortar o melão. É costume usar bigode e normalmente chama-se ou Fernando ou Joaquim ou António, porque são alguns daqueles nomes que dão para abreviar, assim passam a ser o Nando, o Quim e o Tóni.
Engraçado não é?! São os Portugas(tugas) e sem eles Portugal não seria o mesmo. Obrigado!
Desgosto (Que Tenho Todos os Dias)
Cumprimentos
JML
domingo, 28 de junho de 2009
Advogados
Advogado: Qual é a data do seu aniversário?
Testemunha: 15 de Julho.
Advogado: Que ano?
Testemunha: Todos os annos.
Advogado: Que idade tem o seu filho?
Testemunha: 38 ou 35, não me lembro.
Advogado: Há quanto tempo ele mora com você?
Testemunha: Há 45 anos.
Advogado: Qual foi a primeira coisa que o seu marido disse quando acordou aquela manhã?
Testemunha: Ele disse, “Onde estou, Berta?”
Advogado: E por que é que se aborreceu?
Testemunha: O meu nome é Célia.
Advogado: O seu filho mais novo, o de 20 anos...
Testemunha: Sim.
Advogado: Que idade é que ele tem?
Advogado: Então, a data de concepção do seu bebé foi 8 de Agosto?
Testemunha: Sim, foi.
Advogado: E o que é que estava a fazer nesse dia?
Advogado: Ela tinha 3 filhos, certo?
Testemunha: Certo.
Advogado: Quantos meninos?
Testemunha: Nenhum.
Advogado: E quantas eram meninas?
Advogado: Sr. Marcos, por que acabou o seu primeiro casamento?
Testemunha: Por morte do cônjuge.
Advogado: E por morte de que cônjuge ele acabou?
Advogado: Poderia descrever o suspeito?
Testemunha: Ele tinha estatura mediana e usava barba.
Advogado: E era um homem ou uma mulher?
Advogado: Doutor, quantas autópsias já realizou em pessoas mortas?
Testemunha: Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas...
Advogado: Aqui no tribunal, para cada pergunta que eu lhe fizer, a sua resposta deve ser oral, está bem? Que escola frequenta?
Testemunha: Oral.
Advogado: Doutor, o senhor lembra-se da hora em que começou a examinar o corpo da vítima?
Testemunha: Sim, a autópsia começou às 20:30 h.
Advogado: E o sr. Décio já estava morto a essa hora?
Testemunha: Não... Ele estava sentado na maca, questionando-se por que razão eu estava a fazer-lhe aquela autópsia.
Advogado: O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de urina?
E esta meu amigo, é a melhor de todas, ora lê com atenção:
Advogado: Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor verificou o pulso da vítima?
Testemunha: Não.
Advogado: O senhor verificou a pressão arterial?
Testemunha: Não.
Advogado: O senhor verificou a respiração?
Testemunha: Não.
Advogado: Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a autópsia começou?
Testemunha: Não.
Advogado: Como é que o senhor pode ter a certeza?
Testemunha: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.
Advogado: Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?
Testemunha: Sim, é possível que ele estivesse vivo e tirando o curso de Direito em algum lugar!!! GC
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Que tal um pouco de nostalgia?
Lembro-me quando passeava pelo jardim de Benfica sempre no começo de um fim de tarde gélido, em pleno Inverno, mais a minha empregada, aquela que sempre me criou, aquela que me levava a passear e me mostrava os seus ‘pequenos segredos’ escondidos pelos desmedidos e cerrados arbustos do jardim.
Mal sabia eu falar e já entoava o “Parabéns a você”. Vivia com contentamento, sempre agarrado àquela mão cheia de vida, cheia de experiência sentida pela minha empregada. Notava-se que passou por muito, que viveu momentos bastante aflitivos e que, mesmo assim, em seu rosto morava um sorriso saliente aos olhos de uma criança. - Mas que encanto de rapaz – expressavam as pessoas que passavam por mim no jardim. Eu, com o típico olhar ingénuo, observava tudo o que estava á minha volta: os pardais que saltitavam pelo cascalho húmido, a brisa que cessava por entre as árvores, as gotas de orvalho que permaneciam invioladas nas plantas descaídas, os velhotes que se juntavam para jogar às cartas e o baloiço que eu usava sempre quando lá ia. Ah que belo baloiço era aquele! Recordo-me perfeitamente da textura da madeira humedecida, das correntes onde eu fixava as minhas mãos, do impulso dado pela minha empregada e do vento que me resfriava o rosto. Cada impulso que sentia era como que todas as emoções da vida me passassem pelo corpo; aquela sensação na barriga… Que maravilha!
Eu não era nada mais nada menos que um miúdo alegre com uma vontade enorme de viver e com um desejo infinito de tocar o limite do mundo. Tinha um olhar muito profundo sobre tudo aquilo que me passasse á frente. Raramente, nada me escapava. Os mais acanhados e distintos pormenores do jardim, das pessoas, da vida que para ali havia foram aspectos que marcaram a minha maneira de ser, a minha maneira de estar e a minha perspectiva do mundo á minha volta.
Aquele jardim dava-me um sentido de “pertença” e inundava-me o espírito de felicidade cada vez que lhe sentia o seu cheiro. A minha sorte é que aquele lugar era um lugar perto da minha casa, o que facilitava no que diz respeito ao deslocamento. Em vários momentos, pensei que pudesse vir a perder toda aquela felicidade, principalmente quando mudei de casa. Vim morar para o centro da cidade. Barulho, falta de privacidade, falta de um bom jardim, enfim, falta de um baloiço. Dona Faustina (era este o seu nome), era muito mais do que uma empregada. Ela e o jardim foram construindo, aos poucos, a minha alegria e o meu gosto pelas coisas boas da vida.
As memórias que tenho dessa altura ainda hoje perduram. O baloiço, que fazia parte da minha maneira de ser, lá continua, baloiçando sozinho. Pobre baloiço, abandonado no jardim. Este foi o meu espírito durante uns belos anos. Sinto uma forte nostalgia de infância, com autênticos nós na garganta, com vontade de recuar no tempo e de puder viver tudo outra vez. É espantoso como tudo naquela altura era precioso e como essa preciosidade ainda permanece na minha memória. A verdade é dura. E essa verdade é a realidade de que vou crescendo e crescendo, e que a vida vai colocando vários obstáculos á minha frente, desafiando-me a ter a coragem de olhar para trás e ver o baloiço sempre disponível e lutar por tudo aquilo em que acredito nunca deixando de sentir o vento nos meus olhos e a alegria de baloiçar… GC
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Burris Hilton
2ª Temporada - PAPEL QUÍMICO - Luís Franco Bastos a Solo

Conta-me histórias
Desde o princípio do mundo que contar se tornou e é mais natural do que existir. Situar o mundo no mundo, o visível no invisível, o interior no exterior: as raízes. Donde vim, pergunta permanente e inextinguível. Donde nasceu o sangue, como se formaram as paisagens da alma, os sítios percorridos pelo coração.
Contar tornou-se, desde os nossos mais infinitos antepassados, necessário. Assim nos perguntámos e perguntamos, tentando descobrir, na névoa do desconhecido, quem somos e de onde vimos.
Mais natural que existir: porque os que foram antes, os sítios que existem e se impõem, antigos, antes do nosso próprio corpo e dos rios que o correm, só existem contados: historias contadas por outros, para que cheguem a nós.
Tão antigos como os nomes dos astros e as disposições dos países são as nossas histórias do início. O que fazemos, na arte de contar, é procurar o início no hoje, as raízes do presente - entre o que é invisível hoje. Existem perguntas para as quais não temos, nem nunca vamos ter, respostas concretas. Se assim é, porquê esta busca incessante por qualquer tipo de esclarecimento? E aqui está outra pergunta para a qual eu não tenho resposta.
Será que aquilo que nos contam e que nós damos como certo é, de facto, a verdade? Talvez necessitemos apenas de ter a sensação de que sabemos “coisas” e que não somos ignorantes mas no fundo “papamos” tudo o que nos impigem desde o tempo em que éramos pirralhos.
Cada um acredita no que quer mas isto é sempre influenciado pela realidade em que vivemos e pelo mundo que conhecemos. E depois distinguem-se aqueles que têm a capacidade para pensar por si próprios e aqueles que se limitam a guiar a sua efémera vida por coisas (se assim lhe podemos chamar) que não pensaram por si mas que foram infligidas por terceiros. Seja no que for, todos precisamos de acreditar em alguma coisa…GMR
quarta-feira, 24 de junho de 2009
MERDA
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Episódios num hospital
Doentes a baterem palmas durante 45 minutos porque não têm a voz suficientemente alta para chamar os enfermeiros. O enfermeiro chega e o doente cruza as mãos, coloca-as no peito e diz: "era o órenol faxabór".
Fiquei num quarto agradável, sem televisão e ar condicionado, camas que chiam, janelas que se abrem á minima brisa. Esteve-se bem, foram 4 dias bem passados. E agora 2 horas também bem passadas que foi o tempo que demorei a escrever este post com a mão esquerda. GC
Erecção provoca processo em tribunal
Ora o paciente, um ex-presidiário de 43 anos afirmou que a enfermeira provocou danos graves no brinquedo e dores durante as relações sexuais. Ele precisará de uma prótese para reconstruir e melhorar o instrumento.
De qualquer das formas, atenção quando fizeres asneiras, não vás parar a prisões com enfermeiras malucas capazes de te "estragar" o Jr.
Cuidado que as enfermeiras andam aí...
Piqueniques
domingo, 21 de junho de 2009
Uma Boa Nova Que Prái Vem
Ora boas, o meu nome é João Maria Carvalho Alvarenga de Lacerda Machado. Nasci a 24 de Novembro, corria o ano de 1989. Foi um ano tão magnífico, tão inovador aqui no Portugal que ninguém se lembra de o ter passado, tal foi a confusão de ocorrências de imensa importância. Tenho a vaga sensação que nasci para um leque impressionante de facetas, dos quais destaca-se a minha favorita: chagar os que me rodeiam e levar os meus pais á loucura com os meus delírios. Sim, talvez isto das Tertúlias seja só mais um delírio, mas um que me diverte e tenho gosto em fazer. Bueno...os meus objectivos com este "delírio" são tão somente estes: por esta cambada um bocadinho mais bem disposta e fazer moca de tudo e mais alguma coisa! A começar pela coisa mais ridícula que já caminhou por este planeta mai lindo: eu. Ora digam-me lá se isto não é uma verdadeira, completa e esclarecedora Boa Nova Que Prái Vem.
Cumprimentos e saudações!
João Maria Lacerda
Bem-Vindo(a)
“Tertúlias Verdes” é um projecto humorístico desenvolvido por Gonçalo Câmara e João Maria Lacerda Machado na área do Entretenimento radiofónico que conta também com a colaboração de Gonçalo Moreira Rato. É um(a) programa/rubrica destinado a proporcionar espaços e tempos de lazer para os ouvintes. Este(a) programa/rubrica, nos seus primeiros tempos começará por dar voz aos seus autores em conversas banais onde retratarão a sociedade, onde abordarão temas da actualidade com a comicidade e o espírito humorista de cada um presente em cada programa. Certamente se questionarão o porquê do nome “Tertúlias Verdes”. Apenas temos uma resposta: não podia ser encarnado. E mais não dizemos!Este projecto não passa ainda de um mero projecto "em papel" logo este blog terá um papel preponderante na medida em que será o "pontapé de saída".
Partilharemos contigo várias crónicas, acontecimentos, vídeos que, posteriormente, darão conteúdo ao "Tertúlias Verdes", o programa.
Contamos com a tua colaboração: tudo o que seja merecedor de achincalho e digno de ser falado, escreve-nos para: tertuliasverdes@gmail.com