O Tertúlias esteve duas semanas no outro lado do oceano, a fazer uma visita aos primos coloniais. O Tertúlias foi, viu, gostou e abusou...dos hamburgers, dos tacos, das french fries, da coca-cola e das muitas especialidades que a América tem para oferecer ao colestrol que há em cada um de nós. Pois bem! Esta foi a minha quarta vez na terra dos livres e dos bravos. E cada vez gosto mais de lá passar o que costumam já ser as minhas semaninhas americanas de Agosto. Não deixa de ser engraçado aquela velha máxima portuguesinha de que quem não vai pa um résort lá pelos Brasiles ou Repúblicas Dominicanas das Bananas é um big looser. O que é bom é a aguinha de côcô, o short (quem sabe uma sunga...assim quando ninguém está espreitando por perto), a bundinha muito moreninha das brasileiras e beber caipirinhas que é buedes da baril e fashion. Ou então sempre há o velho Algarve ou então o parque de campismo da Caparica, sempre se poupam uns éros qu'isto nãnda fácil cá pelos Portugaizelius...A modos que ando um pouco ao contrário da maré neste aspecto. Sempre tive o hábito e a possibilidade de passar sempre grande parte das férias fora de Portugal. Mas não vale a pena, ele há portugueses em todos os cantos do mundo. Mundo esse que é tã grande que ir daqui a Badajoz é uma grandá estica. Por isso um gajo fica-se por Elvas que aí ainda se pode andar á pancada, chamar tudo aos pobres diabos da GNR, enfrascar-se de água com alcóol (Sagres) e mijar no cantinho da rua, escangalhar a rua toda e distribuir aí mais umas galhetas antes de ir pa casa...Bueno, a América...é um daqueles sítios que só se pode compreender passando lá uns tempos. Quando se volta, tem-se a sensação que tudo é pequeno e mirradinho. Os carros são umas trotinetes e Lisboa pode-se comparar a Marrakesh, pois tudo parece apertadinho, torto e tosco. Nos States, há espaço...muito espaço. Não há rotundas, mas literalmente nenhuma. A única que vi até hoje, depois de 4 vezes por grande parte do país-continente, é em pleno coração de Manhattan, Nova Iorque. TODOS cumprem as regras de trânsito, até os niggas pesadões nos seus Cadillacs Escalade. O preço da gasolina...Meu Deus, o preço da gasolina é uma esmola! O contador dos litros (ou gallons como é a medida) vai disparado, enquanto o dos dólares quase nem pia. Para que se tenha uma noção, um gallon equivale a qualquer coisa como 3 ou 4 litros de gasolina. Tudo é XXL. Os Estados Unidos são o país dos automóveis e tudo é feito nessa medida. No campo e nas cidades pequenas, até as máquinas de multibanco são Drive-In. Não é preciso sair-se do carro e da tão preciosa privacidade que é idolatrada por essa América fora. Toda, menos em Nova Iorque, mas pelo que já conheço da América, New York City não é uma cidade americana. New York City é a cidade do mundo. Só existe uma cidade do mundo que se pode orgulhar de concorrer para capital do mundo: a velha Londres. É uma cidade á medida americana, sim, mas onde se encontra um estilo de vida muito mais semelhante ao da velha Europa. Os americanos, apesar de serem debochados por toda a Europa como sendo pacóvios e burros, acabam por ter bastante mais dinheiro, vivem com espaço, com casas que metem inveja e com um orgulho enorme no seu modo de vida. Têm um patriotismo que nunca vi noutro sítio do mundo. Nós temos o nosso orgulho, mas escusado será dizer que é um orgulho mesquinho, desmazelado e sujo. Basta olhar para as ruas de Lisboa, para saberem do que falo. Lá não...tudo está impecável e há um esforço para que tudo seja impecável. Os americanos não se lembram só de ser americanos e de o mostrarem com orgulho quando há jogo da bola com a selecção. Há uma vontade imensa de crescer, de evoluir e conseguir mais. Mas só se for num carro, porque para dar ao pé, tá quieto ó Vítor! É um país de contradições imensas. De liberdades que a nós, europeus, são difíceis de compreender: posse livre de armas, por exemplo. O tabaco e o alcóol são mal vistos e só te deixam beber uma loirinha com 21 anos. Mas também nunca vi tantas pessoas praticarem jogging como lá...lá está, as contradições...
Nova Iorque é frenética. Mal se consegue andar nos passeios. É capaz de ser o sítio onde mais fácilmente alguém recebe umas festinhas carinhosas sem sequer se aperceber de onde surgiu o malandro. De todas as várias vezes que já fui á Big Apple, há um sítio onde vou inevitávelmente: o Ground Zero. Estive lá faz agora 3 semanas e pouco é já aquilo que se possa parecer com o inferno que ali teve lugar, faz hoje 8 anos. O meu irmão teve a sorte de visitar as torres espetaculares do World Trade Center, apenas uma semana antes do 11 de Setembro. Até hoje ele me diz que foi um dos sítios mais impressionantes e únicos onde esteve. Estando naquele sítio entende-se que alguma coisa já ali esteve, alguma coisa única e espetacular. E o peso das 3,000 almas que ali morreram cruelmente, enquanto víamos incrédulos na televisão. Mas, rápidamente se percebe que falta e faltarão para sempre aquilo que foram, em tempos idos, uma das maiores maravilhas da humanidade. Poderia continuar a escrever sobre as viagens que o Tertúlias faz por terras americanas, mas secalhar o melhor será mesmo ir beber uma Sagres ou então distribuir uns estalos aí pela malta baril da night. Também não se faz muito mais do que isso por estas bandas...
May God Bless America
9/11 Never Forget
JML
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
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