sábado, 1 de agosto de 2009

Molhada Algarvia

É verdade meus jovens, já lá vai um tempinho desde o meu último texto que ninguém leu..
Hoje venho-vos falar das molhadas de Verão. Eu estive numa que foi tão porca, tão javarda, tão pouco convencional que o resultado só podia ser um: podre de doente, com nada mais nada menos que uma infecção respiratória. Isto passou-se numa semana no Algarve. Programa muita baril: 2 semanas a conviver com a malta num T2, que nem máquina de lavar tinha...Deixei-me dizer-vos que por mais falhas que a casa tivesse (e não eram poucas), o que nunca faltou foi diversão e...berros! Porquê? Porque naquela bendita casa havia sempre...mas sempre alguém! Meu Deus, só agora é que me compenetrei que chegaram a estar uns 15 macacos (e macacas!) a dormir num T2...podem visualizar a selva que não era aquilo. Bastaria dizer-vos que eu, como cidadão exemplar que sou, fui desarrumando tudo á minha volta, bem como eu gosto...tudo escangalhado e desmazelado á minha volta! Não toquei nos boxers, meias, calções, t-shirts sujos em quase uma semana...no fim tive que andar pela sala (que era um tipo de casulo partilhado com mais 4 gajos) á procura dos ditos safados! E não é que decerteza que me esqueci de alguns dos cujos...decerteza absoluta. Não sei como é que é com vocês, mas eu tenho aquela sensação que me esqueco sempre, mas sempre de alguma coisa. E, para mal dos meus pecados, o pior é que perco mesmo alguma coisa. Sempre! Ainda hei-de estar vivo para ver perder esta santa cabecinha que o Senhor me deu de tão boa vontade. Bom...mas houve outra coisa engraçada: os maganos com quem tive o gosto de partilhar uma salinha tão lindinha, também não arrumaram os respectivos objectos pessoais. Aquela salinha mai linda era um misto de cheiro a pé-de-atleta, suor do Miguel (tou a brincar), boxers e meias sujas e, o meu favorito, um cheirinho permanente a punzeco quentinho. Este cheiro mantinha-se fosse quem fosse que estivesse naquela casa! Na...agora estou a exagerar ou, vai na volta e não estou...uma semana naquele pardeeiro a ver como se aguenta os sentidos cognitivos de alguém. Aquela casa era simplesmente inacredtitável. O chão daquilo parecia o chão da Botica e logo de manhã, comia-se com um bafo a cerveja ressequida. Yummy...
Quando se acordava, não havia água! Com uma ressaca do tamanho da glória do Benfica (lol...) em cima, não havia água para acalmar a coisa...Nunca havia comida e quando havia ou era entremeadinha assadinha no meio balde de gás ou uma porra duma massa do Continente. Juro-vos que qualquer dia ando á esparguete (o que quer que isso seja...) de tanto enfiar massa no bucho.
Isto tudo para vos dizer que era suposto ficar por terras algarvias durante duas semanas. Mas, subitamente, as minhas férias na molhada foram interrompidas por uma infecção respiratória. Lá voltei eu para Lisboa, onde estou neste momento, muito miserável e infeliz. Por mais javardo que seja uma molhada algarvia á moda antiga, é do catano pá!

Beijinhos abracinhos e muitos palhacinhos
JML

PS: A médica cá em Lisboa disse-me que quase decerteza que eu estava com Gripe A, por isso quando me virem não fugam...va lá...

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