sábado, 4 de julho de 2009

Cornos

Todos nós sabemos os motivos porque se demitiu Manuel Pinho do cargo de Ministro da Economia. Ao que parece, Manuel Pinho, fez uns belos duns corninhos, simpáticos, nada ofensivos para a bancada do partido comunista. Todos os que assistiram a esse magnífico momento ficaram com a sensação que Manuel Pinho estava a insultar alguém, algures na bancada do partido comunista. Qual quê? Só porque fez uns corinhos simpáticos e ainda por cima bem feitos porque ele articula tão bem as falangetas dos dedos de forma a criar um símbolo de uns cornos muito bem feitinho realmente, é caso para começar a falar em insulto? Nós nem sequer ouvimos o que Manuel Pinho disse. Essa é logo a primeira, o Primeiro Ministro José Sócrates estava empenhadíssimo a discursar e devia ser tão interessante que todos os deputados presentes no parlamento estavam a ter conversas paralelas. Um deles era Manuel Pinho que entretanto elaborou uma bela duma cornaça em pleno parlamento.
Meus amigos, temos que ser mais positivos e não olhar logo para as coisas más. Eu tenho uma teoria muito bem fundamentada pelo poema de Bocage (transcrito abaixo) que pode explicar o que faziam aqueles cornos áquela hora no parlamento. Eu tenho a sensação que Manuel Pinho apenas estava a dar conforto a um deputado do Partido Comunista que foi enganado. Não consigo indentificar qual foi porque serão muitos os visados pelo dito gesto mas o que é certo é que Manuel Pinho estava a reconfortá-lo e eu próprio já contratei uma daquelas pessoas que lê os lábios e ela conseguiu me dizer o que Manuel Pinho proferia enquanto fazia os corninhos:

"Não lamentes Alcino o teu estado,
Corno? Tem sido muita gente boa,
Corníssimos fidalgos tem Lisboa,
Milhões de vezes cornos têm reinado."

Não tenho nada mais a dizer. GC

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