segunda-feira, 22 de junho de 2009
Piqueniques
Ora buenas! Neste dia tão especial decidi vir partilhar qualquer coisa que no momento não me se me ocorre...há enormes quantidades de pirraças de que me poderia lembrar, o difícil é mesmo escolher. Mas agora aproveitando um pouco da actualidade, queria partilhar um acontecimento recente que, a mim, me fascina e me põe o pelo enraiçado: o piquenique do Modelo, que teve lugar no Parque da Belavista, em Lisboa. Claro que a farra não poderia estar completa sem o grande, o único, o galã, esse Deus dos imigrantes: o Tony Carreira. A proposta foi simples: 5 aérios, muito pitéu e garrafos carregados de pinga. Tudo em família, festaria cigana e entretenimento á conta do compadre Tony. Ou eu muito me engano ou isto é receita para fanfarra a guardar na memória. Resultado: mais de 20.000 almas ilumanadas tudo em pandilha para o dito piquenique. Na boa, tava-se bem, agradável (tavam uns 35 graus com um Sol fortinho). O que mais me fascina é que de facto, quando toca o sino da comesaina e do convívio, o povo não perde tempo. E não perde mesmo: quase 40 graus com o Sol a torrar, sentados na relva com uma toalha, toca tudo em romaria. E não falta nada: bacalhau, caracóis, feijoada, cozidinho, leitão e a pinga corriqueira. Seguem-se uma balbúrdia de conversas e a minha imagem favorita: a mãe que estende as manápulas ao pitéu, a avó que só comunica através de grunhidos porque nunca lhe ensinou a juntar duas palavras decentes, o pai que é campeão nacional do vira-copos e tem um altar do Benfica em casa e o filho, o Rúben, que trata a todos como os colegas da bola e curte dar uns achegues á avó, de vez em quando. Vivem todos numa moradia ali na Póvoa de Santa Iria, á beira da A1. A moradia essa é de estilo suiço, porque lhes saiu mais barato mandar vir da empreitada que o tio e os primos tão em vias de montar lá na Suiça. Pelo menos era essa a ideia, até se perceber que dali saiu uma moradia mais de estilo marroquino, com um bocadinho de graça francesa e uns ferros na janela a fazer lembrar um qualquer pueblo jagunço, algures na Extremadura espanhola. Tanta mistura só pode dar numa obra de arte concerteza. Tudo rematado á boa maneira portuguesa: toda branquinha e com o telhadinho vermelhinho, que é para ficar bonitinha, muito arranjadinha, muito humilde, modestinha e mirradinha. O conjunto nunca jamais estará completo sem as águias do portão, que é para aquilo ficar muita lindo. O estendal com as cuecas e os peúgos que é para toda a gente ver e lembrar-se que também ja teve umas cuecas brutais das Tartarugas Ninja, que é isso que os putos gostam. E tamos com sorte porque senão a casa não saía de branco, saía revestida a fundo de piscina que é capaz de ter mais pinta. Meus amigos, um brinde ao nosso extradordinário povo valente e imortal!
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário