terça-feira, 30 de junho de 2009

TUGAS

Chegou finalmente a hora do tuga (abreviação de Portuga)

Afinal, quem é o tuga? É um indivíduo que dirige um Opel Kadett, Citroen AX, Fiat Punto ou um Citroen Saxo, normalmente de cor branca, amarela ou até roxa. É um veiculo que apresenta um design onde não podem faltar as listas desportivas e aquele autocolante a dizer "Tunning Racing Team de Xabregas". O mais "maluco" vai mais longe e artilha o seu bólide com um, sempre na moda, alleron (não sei se está bem escrito e peço desculpa por não conhecer a linguagem utilizada pelos amantes dos carros) e já agora uma "saiazinha" para rebaixar mais o carro porque o tuga até é contra subir passeios e repugna piamente os buracos, que não existem em lado nenhum desta cidade. O que não pode mesmo faltar é um fora de serie sistema de som, obviamente comprado ali na praça de Espanha, um sítio onde está sempre a passar boa musica e quem já lá passou sabe do que estou a falar.

Bem já chega de falar do seu carro e vamos passar à casa. Esta personagem tem em casa, uma colecção de garrafas-miniaturas, um daqueles quadros com crianças de olhos grandes a chorar e por fim faz-se acompanhar de um "cão a pilhas" ao qual chamam de "Piloto" ou "Pipoca".

Preenche tudo o que é cupão para concursos, tem um familiar na Guarda-fiscal que lhe vende artigos electrónicos de 1ª classe, todos importados directamente dos Estados Unidos que segundo ele, "é o melhorzinho que para aí anda" e tem sempre uma garrafa de bagaço "especial", que vem "lá da terra" e é só para os amigos...muito "especiais" também.

O tuga acredita com toda a força que "no Norte é que se come bem" e que os políticos "querem é encher os bolsos". Usa boné e jeans, acompanhado de um blusão kispo por cima da camisola interior de alças que, aconteça o que acontecer, faça chuva ou faça sol, está sempre presente. A roupa é, segundo ele, comprada em Londres mas na etiqueta interior diz "Pronto-a-vestir da Maria". Tem também em seu poder, um isqueiro da Dupond que é igual aos outros mas por razões de impostos tem outro nome.

No Natal oferece o último grito em varinhas mágicas à mulher e o equipamento completo do Benfica ao filho. Vai a jogos de futsal e de hóquei em patins e tem a unha do dedo mindinho da mão, maior do que as outras. Transporta consigo um pente e um corta-unhas. Usa desodorizante old spice ou brut e tem, em casa, um Black and Decker com todas as aplicações, que usa aos domingos para construir estantes para exibir a sua colecção inteira de peças que compra nas televendas.

Aprecia o "tópless" e conhece uma praia na Costa da Caparica que mais ninguém conhece, à excepção de uns milhares de empregados de charcutaria com canivetes tipo-suíços para cortar o melão. É costume usar bigode e normalmente chama-se ou Fernando ou Joaquim ou António, porque são alguns daqueles nomes que dão para abreviar, assim passam a ser o Nando, o Quim e o Tóni.

Engraçado não é?! São os Portugas(tugas) e sem eles Portugal não seria o mesmo. Obrigado!

Gonçalo Moreira Rato

Desgosto (Que Tenho Todos os Dias)

Estou verdadeiramente desgostado...e digo-o no verdadeiro sentido da palavra. E tudo porque, pelos vistos, em Portugal se continua com o espírito de resolver tudo á pedrada. É verdade...á pedrada foi da maneira que os nossos adversários dessa chama imensa que é o Benfica vieram fazer a visita de estudo á Academia do Sporting. Ao visionar aquele extraordinário video, da verdadeira batalha campal que se ia tornando o relvado da Academia, fiquei com a sensação que se estava a jogar não um Sporting-Benfica, mas antes o Arbil FC-Al Zawraa, jogo esse a contar para a Primeira Liga Iraquiana. De facto, pela maneira como se desenrolaram os acontecimentos, mais parecia um campo em Sadr City, algures por essa civilizada Bagdade. Qualquer dia temos mesmo que pedir ao exército norte-americano para vir patrulhar as ruas de Benfica e Telheiras, em dia de jogo entre estes dois colossos do futebol europeu. Sim, porque a nossa GNR, sempre imbuída no seu espírito sempre profissional, pouco mais fez que, após a troca de mimos e de peluches pelo ar, gentilmente acompanhar tudo em filinha á saída. O de escoltarem tudo muito direitinho, completamente a favor, mas só depois do arraial, claro está...Amigos...expliquem-me lá uma coisa, que eu ainda não percebi...eu nasci onde? em Bagdade? em Luanda? É que, por momentos, pensei ter nascido em Portugal, na Europa, na União Europeia, no Mundo Ocidental desenvolvido e civilizado.

Cumprimentos
JML

domingo, 28 de junho de 2009

Advogados

Bem meu amigo, o que se vai passar aqui de seguida são um conjunto de piadas retiradas do livro: Desordem no tribunal. Ora o que é que isto quer dizer? Quer dizer que o que vais ler a seguir são coisas que as pessoas realmente disseram e que foram transcritas textualmente pelos taquígrafos que, diga-se de passagem, não sei como é que não se partiram a rir com o que ouviram e que escreviam mas enfim. Cá vai:

Advogado: Qual é a data do seu aniversário?
Testemunha: 15 de Julho.
Advogado: Que ano?
Testemunha: Todos os annos.


Advogado: Que idade tem o seu filho?
Testemunha: 38 ou 35, não me lembro.
Advogado: Há quanto tempo ele mora com você?
Testemunha: Há 45 anos.

Advogado: Qual foi a primeira coisa que o seu marido disse quando acordou aquela manhã?
Testemunha: Ele disse, “Onde estou, Berta?”
Advogado: E por que é que se aborreceu?
Testemunha: O meu nome é Célia.


Advogado: O seu filho mais novo, o de 20 anos...
Testemunha: Sim.
Advogado: Que idade é que ele tem?


Advogado: Então, a data de concepção do seu bebé foi 8 de Agosto?
Testemunha: Sim, foi.
Advogado: E o que é que estava a fazer nesse dia?

Advogado: Ela tinha 3 filhos, certo?
Testemunha: Certo.
Advogado: Quantos meninos?
Testemunha: Nenhum.
Advogado: E quantas eram meninas?

Advogado: Sr. Marcos, por que acabou o seu primeiro casamento?
Testemunha: Por morte do cônjuge.
Advogado: E por morte de que cônjuge ele acabou?

Advogado: Poderia descrever o suspeito?
Testemunha: Ele tinha estatura mediana e usava barba.
Advogado: E era um homem ou uma mulher?


Advogado: Doutor, quantas autópsias já realizou em pessoas mortas?
Testemunha: Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas...

Advogado: Aqui no tribunal, para cada pergunta que eu lhe fizer, a sua resposta deve ser oral, está bem? Que escola frequenta?
Testemunha: Oral.


Advogado: Doutor, o senhor lembra-se da hora em que começou a examinar o corpo da vítima?
Testemunha: Sim, a autópsia começou às 20:30 h.
Advogado: E o sr. Décio já estava morto a essa hora?
Testemunha: Não... Ele estava sentado na maca, questionando-se por que razão eu estava a fazer-lhe aquela autópsia.


Advogado: O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de urina?


E esta meu amigo, é a melhor de todas, ora lê com atenção:

Advogado: Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor verificou o pulso da vítima?
Testemunha: Não.
Advogado: O senhor verificou a pressão arterial?
Testemunha: Não.
Advogado: O senhor verificou a respiração?
Testemunha: Não.
Advogado: Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a autópsia começou?
Testemunha: Não.
Advogado: Como é que o senhor pode ter a certeza?
Testemunha: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.
Advogado: Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?
Testemunha: Sim, é possível que ele estivesse vivo e tirando o curso de Direito em algum lugar!!! GC

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Que tal um pouco de nostalgia?

Crónica: Baloiço Baloiçando Sozinho...

Lembro-me quando passeava pelo jardim de Benfica sempre no começo de um fim de tarde gélido, em pleno Inverno, mais a minha empregada, aquela que sempre me criou, aquela que me levava a passear e me mostrava os seus ‘pequenos segredos’ escondidos pelos desmedidos e cerrados arbustos do jardim.
Mal sabia eu falar e já entoava o “Parabéns a você”. Vivia com contentamento, sempre agarrado àquela mão cheia de vida, cheia de experiência sentida pela minha empregada. Notava-se que passou por muito, que viveu momentos bastante aflitivos e que, mesmo assim, em seu rosto morava um sorriso saliente aos olhos de uma criança. - Mas que encanto de rapaz – expressavam as pessoas que passavam por mim no jardim. Eu, com o típico olhar ingénuo, observava tudo o que estava á minha volta: os pardais que saltitavam pelo cascalho húmido, a brisa que cessava por entre as árvores, as gotas de orvalho que permaneciam invioladas nas plantas descaídas, os velhotes que se juntavam para jogar às cartas e o baloiço que eu usava sempre quando lá ia. Ah que belo baloiço era aquele! Recordo-me perfeitamente da textura da madeira humedecida, das correntes onde eu fixava as minhas mãos, do impulso dado pela minha empregada e do vento que me resfriava o rosto. Cada impulso que sentia era como que todas as emoções da vida me passassem pelo corpo; aquela sensação na barriga… Que maravilha!
Eu não era nada mais nada menos que um miúdo alegre com uma vontade enorme de viver e com um desejo infinito de tocar o limite do mundo. Tinha um olhar muito profundo sobre tudo aquilo que me passasse á frente. Raramente, nada me escapava. Os mais acanhados e distintos pormenores do jardim, das pessoas, da vida que para ali havia foram aspectos que marcaram a minha maneira de ser, a minha maneira de estar e a minha perspectiva do mundo á minha volta.
Aquele jardim dava-me um sentido de “pertença” e inundava-me o espírito de felicidade cada vez que lhe sentia o seu cheiro. A minha sorte é que aquele lugar era um lugar perto da minha casa, o que facilitava no que diz respeito ao deslocamento. Em vários momentos, pensei que pudesse vir a perder toda aquela felicidade, principalmente quando mudei de casa. Vim morar para o centro da cidade. Barulho, falta de privacidade, falta de um bom jardim, enfim, falta de um baloiço. Dona Faustina (era este o seu nome), era muito mais do que uma empregada. Ela e o jardim foram construindo, aos poucos, a minha alegria e o meu gosto pelas coisas boas da vida.
As memórias que tenho dessa altura ainda hoje perduram. O baloiço, que fazia parte da minha maneira de ser, lá continua, baloiçando sozinho. Pobre baloiço, abandonado no jardim. Este foi o meu espírito durante uns belos anos. Sinto uma forte nostalgia de infância, com autênticos nós na garganta, com vontade de recuar no tempo e de puder viver tudo outra vez. É espantoso como tudo naquela altura era precioso e como essa preciosidade ainda permanece na minha memória. A verdade é dura. E essa verdade é a realidade de que vou crescendo e crescendo, e que a vida vai colocando vários obstáculos á minha frente, desafiando-me a ter a coragem de olhar para trás e ver o baloiço sempre disponível e lutar por tudo aquilo em que acredito nunca deixando de sentir o vento nos meus olhos e a alegria de baloiçar… GC

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Burris Hilton

Ao que parece, Paris Hilton estava muito bem parada no sinal vermelho para os peões mandando mensagens pelo seu telemóvel XPTO quando um grupo de jornalistas e fotógrafos começam a fotografá-la e a abordá-la. No meio de tanta fotografia e pirôpos, um jornalista faz-lhe a seguinte questão: "Não está com medo da gripe suina"? Ora perante uma pergunta destas a resposta costuma satisfazer de imediato o entrevistador. Mas, digamos que a resposta entrou por outras dimensões. Dimenões menos medicinais e mais de culinária quando Paris Hilton responde:" Eu não como disso". Ora bem....aaaa....vá lá....tirem as vossas próprias conclusões. Eu fiquei com dor de cabeça. Podes ver a bela proeza em http://www.youtube.com/watch?v=jevcRwhjJJU GC

2ª Temporada - PAPEL QUÍMICO - Luís Franco Bastos a Solo


Na segunda quinzena de Julho, mais precisamente entre os dias 20 e 29 de Julho poderás assistir ao grande espectáculo a Solo de Luís Franco Bastos. Depois de 5 noites esgotadas no São Luis , Luís volta a brilhar agora em Julho com a segunda temporada de "PAPEL QUÍMICO".

Se não foste da primeira vez, tens agora uma oportunidade excelente de assistir a este grande espectaculo e, para ti que já assististe, podes sempre rir-te mais uma vez que faz muito bem á saude.

Aparece!

Anfitrião: Luís Franco Bastos, Produções Fictícias

Local: São Luís - Teatro Municipal, Jardim de Inverno


Conta-me histórias

Desde o princípio do mundo que contar se tornou e é mais natural do que existir. Situar o mundo no mundo, o visível no invisível, o interior no exterior: as raízes. Donde vim, pergunta permanente e inextinguível. Donde nasceu o sangue, como se formaram as paisagens da alma, os sítios percorridos pelo coração.
Contar tornou-se, desde os nossos mais infinitos antepassados, necessário. Assim nos perguntámos e perguntamos, tentando descobrir, na névoa do desconhecido, quem somos e de onde vimos.

Mais natural que existir: porque os que foram antes, os sítios que existem e se impõem, antigos, antes do nosso próprio corpo e dos rios que o correm, só existem contados: historias contadas por outros, para que cheguem a nós.

Tão antigos como os nomes dos astros e as disposições dos países são as nossas histórias do início. O que fazemos, na arte de contar, é procurar o início no hoje, as raízes do presente - entre o que é invisível hoje. Existem perguntas para as quais não temos, nem nunca vamos ter, respostas concretas. Se assim é, porquê esta busca incessante por qualquer tipo de esclarecimento? E aqui está outra pergunta para a qual eu não tenho resposta.

Será que aquilo que nos contam e que nós damos como certo é, de facto, a verdade? Talvez necessitemos apenas de ter a sensação de que sabemos “coisas” e que não somos ignorantes mas no fundo “papamos” tudo o que nos impigem desde o tempo em que éramos pirralhos.

Cada um acredita no que quer mas isto é sempre influenciado pela realidade em que vivemos e pelo mundo que conhecemos. E depois distinguem-se aqueles que têm a capacidade para pensar por si próprios e aqueles que se limitam a guiar a sua efémera vida por coisas (se assim lhe podemos chamar) que não pensaram por si mas que foram infligidas por terceiros. Seja no que for, todos precisamos de acreditar em alguma coisa…GMR

quarta-feira, 24 de junho de 2009

MERDA

Aquilo está cada vez pior, isto segundo a mais conhecida opinião pública, é "esta merda". Se pensarmos bem é raro ouvirmos uma conversa que não contenha a tal proposição "Esta merda está cada vez pior".
Afinal, que merda vem a ser esta? É, pelos vistos, uma merda que que está cada vez pior. Deve ser, com certeza, o agravamento de uma merda que já esteve melhor. Embora não possa haver, obviamente, merdas que estejam sempre melhores, pode concluir-se ser sempre melhor a merda que se tem hoje, do que a merda que vai haver amanhã, a qual irá ser, segundo este raciocínio de merda, ainda pior.
A frequente pergunta -"Como é que vai essa merda?"- não é uma pergunta no verdadeiro sentido do termo. Trata-se de uma inconsciente vontade de obter a famosa resposta do "está cada vez pior". As pessoas sofrem, de facto, com esta merda.
Antigamente, esta merda não ia estando, como agora, cada vez pior. O normal era aquela merda estar "cada vez mais na mesma". Qual era o ordinário que não gostava de dizer que "as moscas mudam mas a merda é a mesma"? Bons tempos, afinal, esses em que a merda nao piorava, ficava apenas na mesma!
Agora já se diz "esta merda está tão má que até as moscas se foram embora!" Imagina-as a conspirar entre si "Ó pá, esta merda está impossível!" Fugiram, quem sabe, à procura de outras merdas.
O que é uma merda para os Portugueses? TUDO. Basta dizer em público "É tudo uma merda" para ver abanar, com extraordinário sincronismo, todas as cabeças presentes.
Só em Portugal é que as coisas, para além de serem e estarem uma merda, podem também dar merda. "Dar merda" é o processo através do qual as coisas que ainda não são uma merda vêm a garantir a sua eventual transformação em merda. " Não faças isso que dá merda" ou "Não vale a pena fazer seja o q fôr, porque dá sempre merda" é uma merda que diz muito acerca da forma que têm os Portugueses de estar na vida. Quem, senão um português, consegue, por exemplo, estar deliciado a ouvir Beethoven e dizer, convicto, "Ó pá..eu adoro esta merda!" ?


Gonçalo M.R.
(adaptação a um texto de Miguel Esteves Cardoso)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Episódios num hospital

É com muito gosto que eu aqui venho escrever sobre o serviço hospitalar em Lisboa. Estive 3 dias internado no hospital á espera para ser operado á mão direita. E sou destro e isto as vezes torna-se complicado quando quero colocar objectos no bolso traseiro direito dos calções, faço belas figuras. Enfim, não estamos aqui para falar da minha mão direita. Passei por peripécias digamos que, engraçadas. Sim, engraçadas é um bom termo. Episódios como os elevadores avariarem e os doentes terem que se deslocar a penantes para o bloco operatório: antes da operação anda vá que não vá, agora depois?!? Uma pessoa toda mocada da anestesia a subir degraus faz-me lembrar o Jack Nicholson no filme "Alguém tem que ceder". Só visto!
Doentes a baterem palmas durante 45 minutos porque não têm a voz suficientemente alta para chamar os enfermeiros. O enfermeiro chega e o doente cruza as mãos, coloca-as no peito e diz: "era o órenol faxabór".
Fiquei num quarto agradável, sem televisão e ar condicionado, camas que chiam, janelas que se abrem á minima brisa. Esteve-se bem, foram 4 dias bem passados. E agora 2 horas também bem passadas que foi o tempo que demorei a escrever este post com a mão esquerda. GC

Erecção provoca processo em tribunal

Este caso ocorreu nos EUA: pois é verídico sim senhor, mas há que salientar que não foi uma erecção qualquer, tratou-se de uma erecção prolongada. Vá, prolongadíssima, visto que a "vítima" encontrou-se 55 horas com o brinquedo em pé. Esta brincadeira foi motivo, segundo o jornal "Globo", para a vítima colocar um processo sobre a enfermeira.
Ora o paciente, um ex-presidiário de 43 anos afirmou que a enfermeira provocou danos graves no brinquedo e dores durante as relações sexuais. Ele precisará de uma prótese para reconstruir e melhorar o instrumento.
De qualquer das formas, atenção quando fizeres asneiras, não vás parar a prisões com enfermeiras malucas capazes de te "estragar" o Jr.

Cuidado que as enfermeiras andam aí...

Piqueniques

Ora buenas! Neste dia tão especial decidi vir partilhar qualquer coisa que no momento não me se me ocorre...há enormes quantidades de pirraças de que me poderia lembrar, o difícil é mesmo escolher. Mas agora aproveitando um pouco da actualidade, queria partilhar um acontecimento recente que, a mim, me fascina e me põe o pelo enraiçado: o piquenique do Modelo, que teve lugar no Parque da Belavista, em Lisboa. Claro que a farra não poderia estar completa sem o grande, o único, o galã, esse Deus dos imigrantes: o Tony Carreira. A proposta foi simples: 5 aérios, muito pitéu e garrafos carregados de pinga. Tudo em família, festaria cigana e entretenimento á conta do compadre Tony. Ou eu muito me engano ou isto é receita para fanfarra a guardar na memória. Resultado: mais de 20.000 almas ilumanadas tudo em pandilha para o dito piquenique. Na boa, tava-se bem, agradável (tavam uns 35 graus com um Sol fortinho). O que mais me fascina é que de facto, quando toca o sino da comesaina e do convívio, o povo não perde tempo. E não perde mesmo: quase 40 graus com o Sol a torrar, sentados na relva com uma toalha, toca tudo em romaria. E não falta nada: bacalhau, caracóis, feijoada, cozidinho, leitão e a pinga corriqueira. Seguem-se uma balbúrdia de conversas e a minha imagem favorita: a mãe que estende as manápulas ao pitéu, a avó que só comunica através de grunhidos porque nunca lhe ensinou a juntar duas palavras decentes, o pai que é campeão nacional do vira-copos e tem um altar do Benfica em casa e o filho, o Rúben, que trata a todos como os colegas da bola e curte dar uns achegues á avó, de vez em quando. Vivem todos numa moradia ali na Póvoa de Santa Iria, á beira da A1. A moradia essa é de estilo suiço, porque lhes saiu mais barato mandar vir da empreitada que o tio e os primos tão em vias de montar lá na Suiça. Pelo menos era essa a ideia, até se perceber que dali saiu uma moradia mais de estilo marroquino, com um bocadinho de graça francesa e uns ferros na janela a fazer lembrar um qualquer pueblo jagunço, algures na Extremadura espanhola. Tanta mistura só pode dar numa obra de arte concerteza. Tudo rematado á boa maneira portuguesa: toda branquinha e com o telhadinho vermelhinho, que é para ficar bonitinha, muito arranjadinha, muito humilde, modestinha e mirradinha. O conjunto nunca jamais estará completo sem as águias do portão, que é para aquilo ficar muita lindo. O estendal com as cuecas e os peúgos que é para toda a gente ver e lembrar-se que também ja teve umas cuecas brutais das Tartarugas Ninja, que é isso que os putos gostam. E tamos com sorte porque senão a casa não saía de branco, saía revestida a fundo de piscina que é capaz de ter mais pinta. Meus amigos, um brinde ao nosso extradordinário povo valente e imortal!

domingo, 21 de junho de 2009

Uma Boa Nova Que Prái Vem

É verdade meus caros, é verdade. Tertúlias Verdes...é favor processar já quem inventou tal nome para qualquer coisa que, sou sincero, nem sei bem o que é. Há de ser algo parecido com uma tentativa surreal, infantil e sinceramente estúpida de tentar produzir algo de realmente inovador e entretido no âmbito do humor, espero eu...mas lá está, digam-me vocês caros amigos porque na verdade no momento em que escrevo esta obra magnífica, não tenho sequer ideia para que lado me inclinar e tão pouco no que isto poderá vir a ser! Quem ler isto ficará certamente com a leve ideia de que das duas uma: tens a mania que és engraçado ou devias então talvez tentar tirar um curso de pasteleiro, porque disto o que se aproveita é o teu excelente português e pouco mais. Ah e tens a mania que te sabes exprimir muito bem e escrever a velha língua do meu grande amigo zarolho Luís de Camões. Disso de teres a mania não há uma simples réstia de dúvidas...
Ora boas, o meu nome é João Maria Carvalho Alvarenga de Lacerda Machado. Nasci a 24 de Novembro, corria o ano de 1989. Foi um ano tão magnífico, tão inovador aqui no Portugal que ninguém se lembra de o ter passado, tal foi a confusão de ocorrências de imensa importância. Tenho a vaga sensação que nasci para um leque impressionante de facetas, dos quais destaca-se a minha favorita: chagar os que me rodeiam e levar os meus pais á loucura com os meus delírios. Sim, talvez isto das Tertúlias seja só mais um delírio, mas um que me diverte e tenho gosto em fazer. Bueno...os meus objectivos com este "delírio" são tão somente estes: por esta cambada um bocadinho mais bem disposta e fazer moca de tudo e mais alguma coisa! A começar pela coisa mais ridícula que já caminhou por este planeta mai lindo: eu. Ora digam-me lá se isto não é uma verdadeira, completa e esclarecedora Boa Nova Que Prái Vem.
Cumprimentos e saudações!
João Maria Lacerda

Bem-Vindo(a)

Tertúlias Verdes” é um projecto humorístico desenvolvido por Gonçalo Câmara e João Maria Lacerda Machado na área do Entretenimento radiofónico que conta também com a colaboração de Gonçalo Moreira Rato. É um(a) programa/rubrica destinado a proporcionar espaços e tempos de lazer para os ouvintes. Este(a) programa/rubrica, nos seus primeiros tempos começará por dar voz aos seus autores em conversas banais onde retratarão a sociedade, onde abordarão temas da actualidade com a comicidade e o espírito humorista de cada um presente em cada programa. Certamente se questionarão o porquê do nome “Tertúlias Verdes”. Apenas temos uma resposta: não podia ser encarnado. E mais não dizemos!

Este projecto não passa ainda de um mero projecto "em papel" logo este blog terá um papel preponderante na medida em que será o "pontapé de saída".
Partilharemos contigo várias crónicas, acontecimentos, vídeos que, posteriormente, darão conteúdo ao "Tertúlias Verdes", o programa.

Contamos com a tua colaboração: tudo o que seja merecedor de achincalho e digno de ser falado, escreve-nos para: tertuliasverdes@gmail.com