quinta-feira, 30 de julho de 2009

Em breve terás neste espaço belas fotografias e comentários sobre a beleza natural das Ilhas dos Açores. Acredita que vais gostar de ver. Um verdadeiro paraíso que pode estar perto de ti aqui, no Tertúlias Verdes.

Um bem haja.

Gripe A

Ah pois é! Ja cá faltava este tema de conversa para ser achincalhado não é? É verdade. Eu confesso. Eu gosto da Gripe A. Gosto porque parece que durante uns tempos se deixou de falar na crise. Eu nunca mais ouvi falar na crise. Nunca mais mesmo. Tu já? Pelo menos á um mês que não oiço falar na crise. Porquê? Porque já estão confirmados 272 casos de pessoas que foram infectadas pelo virus H1N1. Uma pessoa espirra, está com a gripe A. Já não se pode estar de caganeira que começam logo a dizer que em breve terás a Gripe A; já não se pode ter uma dor de cabeça que se começa logo a falar em Gripe A. Este ano têm havido menos incêndios e o que é que os telejornais fazem quanto a isso? Enchem o tempo de antena com a Gripe A. Mas para mim, é melhor falar numa pessoa que está com ranhoca, dores de garganta e diarreia do que a crise e como é que o Estado vai resolver a crise. Como se resolve a crise não sei, mas a Gripe: tomas um benuron. GC

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Vila Nova de todos nós

Vila nova de milfontes. Um sitio tão giro que se apresenta na esbelta costa vicentina, um dos lugares mais bonitos de Portugal. Dá-me vontade de rir...vá la perguntem, o que? A primeira imagem que tenho ao falar deste "spot" é o grande malhão. Malhão...uma belíssima e vasta praia com pelo menos 2 km de um areal que reflecte o sol abrasador típico da costa alentejana, sol que queima até ao tutano e é propicio a insolações. Agora gostava que tomassem atenção a discrição que vou fazer de seguida. Depois de estacionar ou melhor enterrar o carro do jony no parque de estacionamento e depois de tirar a bola, o chapéu, o jornal, o corta-vento, a toalha, a fruta, as bóias, a sunga, os óculos e sem esquecer o indispensável óleo para o meu másculo corpo, desci a colina daquela reserva natural e qual foi o meu espanto quando olhei para o meu lado esquerdo e deparei-me com uma situação deveras fantástica....uma praia tão tão grande e o maranhal, a gentinha está toda "ensardinhada" em cerca de 100, vá para ser simpático 200 metros de praia. e porquê? Eu também não sei mas imagino que aquele pedaço de praia tenha algo de especial, não sei o quê mas vai na volta a areia não queima tanto ou então a água é mais limpa ou talvez o sol bata mais forte ali. Não entendo mas sei que se forem la não se esqueçam de vestir o vosso melhor fato porque assim que pisarem aquela areia vão ter mil e um olhos em cima de vocês e entenderão que aquela malta jovem pertence ao concelho de Olhão um bocadinho mais abaixo no mapa. Depois já na praia dispõem de variadas opções, que são elas: jogar raquetes, jogar o futebol, chapinhar nas águas límpidas ou melhor ainda, fazer pirraça e chalaça dos outros que passam, em vez de olharem para dentro primeiro. A maior parte dispensa o seu tempo a falar aos trezentos mil grupos presentes naquele curto espaço. Existe o grupo do rugby, o grupo do aperta o papo, o grupo dos entaladinhos, o grupo das que se acham boas, o grupo das que são mesmo boas, o grupo das pseudos, o grupo das encardidas, o grupo dos rebeldes e ainda todas as famílias que ali passeiam. Bem com tanta gente nem há tempo para trabalhar o bronze. Aquilo funciona como um tamariz durante o dia, sem álcool, sem som e sem escuro onde se passa tudo mas chiuu, porque ninguém viu. Portanto a única diferença é que durante o dia estas personagens fingem ser uma coisa e de noite, empurrados pelo álcool "soltam a franga" e mostram realmente quem são. Há uns que durante o dia escondem-se pois "a franga" portou-se mal. Mas não há problema porque ali é como no Carnaval...ninguém leva a mal. Bem...passado isto tudo é melhor tirar umas férias a sério porque estar ali é o mesmo que estar em Lisboa, sempre numa boa! Claro que existem excepções à regra e nem tudo é mau...há sempre a mabi que apita aqui com uns bons croissants. Mas estou a ser um pouco mauzinho porque há pessoas por quem tenho o melhor respeito e amizade.
Ah só mais um ponto. Falta-me apenas dar uma palavrinha acerca do sudwest, aqueles tipos de disco night sound, para os mais velhos, a matiné. A única imagem que guardo é uma cambada de indivíduos a tentarem saltar o muro. Os mais sortudos ficam com uns arranhões e os azarados levam uma sova daquelas mesmo à antiga. Isto porque segundo consta, e não por experiência própria, os "sugas" são muito poucos amigáveis e qualquer coisinha desatam logo aos mimos e são muito meiguinhos. Se pensarmos bem não podemos julga-los. Bá la ber...os campangas passam o ano inteiro na real pasmaceira a ver relva a crescer e tinta a secar e portanto chega ao verão e até se babam para terem um bocadinho de acção e alguém tem que sofrer. E quem melhor para isso do que a miudagem que vai la só beber uns copitos e praticar a narração. É giro de se ver sim senhor.
Um bem haja para vila nova de toda a gente. E a seguir já se sabe....Vilamoura com eles, depois um saltinho a S.Martinho sem faltar uma rapidinha a ponte de lima. Cientificamente podemos explicar este acontecimento como uma migração de massas bastante normal e bestial, porreiro e impecável. Assim passa mais um verão quente, cheio de açúcar mas com muito pouco sal. Desculpem se atingi orgulhos mas não liguem porque eu não passo de um invejoso que cai e bati com o cotovelo.
Don´t worry...be happy!! Um veijo e um palavrão.

Gonçalo Moreira Rato

domingo, 19 de julho de 2009

Será mesmo um talho?

Olá a todos! Espero que estejam todos bem. Eu estou muito bem, saúde e família vão de vento em poupa, mesmo as vezes tendo aqueles espirros incontroláveis que nunca se sabe se é gripe, alergia ou parvoice. Tenho aqui uma coisa muito pequena para partilhar com voces. Em terras alentejanas existem vários talhos como é obvio. Mas aquele que eu vi não era um talho qualquer.
Chamava-se "TALHO CABEÇINHA - O prazer de uma boa carne"...

Talho cabeçinha?

Cabeçinha?

Tirem as vossas próprias conclusões. GC

terça-feira, 14 de julho de 2009

Paixão…Paaiixão....

O verão chegou para ficar. E como tal, decidi escrever sobre amor e paixão, porque bem vistas as coisas trata-se de um tema quente…a ferver e que combina cordialmente com o verão.
Uma coisa é certa. Do amor ninguém sabe nada. Ou pensa-se que se sabe mas não fazemos mais do que procurar saber quem amamos.
Do amor é bom falar, pelo menos nos intervalos em que não é tão bom amar.
A distinção entre amor e paixão é feita de maneira diferente de cultura para cultura. Na nossa o amor é uma “coisa” mais tranquila, pura e duradoura e a paixão é outra mais maluca e efémera.
É do senso comum que quando nos perdemos de amores por alguém sentimos que nos apaixonamos. E apaixonar-se é ficar amorosamente rendido a outra pessoa.
Acontece que o amor, sempre de mãos dadas com a paixão, não é visto, por alguns, como o caminho para alguma coisa, incluindo para a felicidade. Com sorte, consiste em ir adiando engraçadamente a desgraça e o drama.
O amor é a nossa “doença” de eleição e é altamente contagiosa. São os ciúmes doentios, as cenas doentias, as alegrias e as desilusões, as expectativas e as saudades, é sempre tudo “fantabolásticamente” doentio.
Em cada “fraquinho” que se tenha por alguém, há sempre o desejo incontrolável de paixão e consequentemente, o sonho de um grande amor. Os “fraquinhos” são pistas dadas por quem está absolutamente disposto a amar. Já a atracção exclusivamente física é considerada à parte.
E porque é que nós homens dizemos que as mulheres sexualmente atraentes são “boas”?
Os portugueses acham que as mulheres atraentes são “boas” porque, ao contrário daquelas que amam, são incapazes de lhes causar sofrimento.
O amor é o drama apetecido. Se ele chega atrasado ao encontro é porque já arranjou uma amante. Se a polícia lhe estiver a arrombar a porta e ele disser “Agora tenho mesmo de desligar, meu amor”, é porque quer “despachá-la”. Se ela espirra, ele imagina logo que ela passou a madrugada num jardim ventoso, nos braços de um qualquer. Se ela se veste mal é porque já não quer saber dele e se por acaso se veste bem é porque quer impressionar outro.
Mas adoram!
Numa relação achamos que nós é que amamos e o outro finge amar, só para nos enganar. O amor não convive com a confiança e pensa-se que quem ama, desconfia e quem desconfia é porque não ama.
Quem não está apaixonado passa o tempo em bares e discotecas, sedento de encontrar um grande amor. É nítido na cara das pessoas aquele ar sofredor mal dormido que não é mais do que o resultado físico da ausência ou da presença do amor, das noites em branco, quer pela ausência ou pela presença do dito cujo amor.
Somos infelizes? Talvez….mas de uma coisa tenho a certeza….é óptimo, imprescindível e não a trocávamos por nada…a paixão.

Gonçalo Moreira Rato

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Parabéns a mim!!

É com enorme prazer que dou os parabéns….. a mim próprio. Eu sei, parece um tanto ou quanto estranho e até egocêntrico mas apesar de tudo até mereço. A esta altura vocês perguntam-se o porquê de me estar a dar os parabéns a mim mesmo. Pois é....tive 14 no exame de história A relativo à conclusão do 12º ano. Claro que isto não é uma nota alta e com certeza não merecia tanto alarido se não houvesse aqui uma situação que eu gostava de esclarecer.
Ora então cá vai.....eu o ano passado também fiz o "obséquio" de contribuir para a educação deste pequeno, grande país, à beira-mar plantado, fazendo o dito exame. O que aconteceu foi o seguinte estudei, estudei, estudei, estudei e ainda tive a dignidade e a preocupação de estudar portanto vejam lá bem ao ponto que isto chegou. Estudei tanto tanto que consegui, de uma forma absolutamente extraordinária e fora do alcance do comum mortal, tirar 11 valores. No mínimo fascinante, não acham?! Fiquei desiludido, indignado, revoltado, chateado, aparvalhado mas pior que tudo fiquei maçadíssimo. Mas nada que umas caipirinhas não resolvessem e melhor que isso foi ter entrado na filosofia do AKUNA MATATA que foi imposta por um tal de pumba, um javali cheio de gases! Passou-se um ano entretanto.
Chegado a Junho pensei "bem agora é um mês a doer e vou marrar quem nem um cão". Claro que isso não aconteceu mas serviu para "aconchegar" a consciência e deixa-la a dormir, como que sedada.
O exame tinha data marcada para uma terça-feira às 14 horas da tarde, que a data já não me recordo e no dia anterior, ou seja segunda à noite estava eu sentado no carro do parque de estacionamento dos meninos do rio a roer as unhas e a estudar pela primeira vez neste ano. Com o rio a fazer de paisagem e com o meu amiguino João Maria, que transpira cultura por todos os poros, a ajudar-me, pensava para mim que ia conseguir e não havia volta a dar. Tive 14. Eu sei, obrigado.
Moral da história, em 2008 estudei imenso e tive menos 3 valores do que em 2009 que não estudei a "ponta de um chavelho", que é para não dizer outra coisa. Ou seja, maltinha do aperta o papo, interessa é estar confiante e acreditar nas vossas capacidades. Isto tudo pode parecer estúpido e não interpretem mal porque a malta tem mais é que estudar e se calhar até tive sorte....ou não. Só sei que consegui porque acreditei com força, coisa que não faço com muita frequência. É este o meu conselho e para aqueles que ainda têm a 2a fase, aqui vai a minha palavra especial de apoio e de força porque basta acreditarem (parece fácil para quem fala, eu sei).
João, Vasco, Martim....uma força muito grande e acreditem em vocês porque eu sei que são capazes. E tu também palhas...atirem-se de cabeça!!

Um abraço para todos e uma beijoca especial para a ministra da educação.

Gonçalo Moreira Rato

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Partida

É verdade, estou de partida, vou descansar para os belos ares alentejanos. Costa vicentina, Porto Côvo, Vila Nova. Vou sair da rotina da cidade e da poluição urbana. Deixo tudo cá e relaxo lá. Mas acalmem-se. É obvio que não me vou embora sem o meu belo portátil para continuar a escrever, desta vez a partir do alentejo. O "Tertúlias Verdes" estará presente e será desenvolvido nas férias como é obvio. Se a diversão não para, o projecto também não. Continuamos sempre disponíveis para receber sugestões para temas a que queiram dar voz e o blog estará sempre actualizado com as últimas noticas do Café Stop e do espancamento que o Florival Rodas-Baixas deu na dona Alda, uma bela senhora, idosa, com um buçinho que dava para fazer um tapete persa, dona de uma venda onde se pode comprar varidos produtos. Darei notícias sobre os preços do combustível na bomba de gasolina do Toni Albernaz, do número de sócios que constituem o Núcleo Sportinguista do Cercal do Alentejo, dos novos pastéis de nata do "Baú Doce", entre variadíssimas notícias.

Um bem haja a todos. GC

sábado, 4 de julho de 2009

Cornos

Todos nós sabemos os motivos porque se demitiu Manuel Pinho do cargo de Ministro da Economia. Ao que parece, Manuel Pinho, fez uns belos duns corninhos, simpáticos, nada ofensivos para a bancada do partido comunista. Todos os que assistiram a esse magnífico momento ficaram com a sensação que Manuel Pinho estava a insultar alguém, algures na bancada do partido comunista. Qual quê? Só porque fez uns corinhos simpáticos e ainda por cima bem feitos porque ele articula tão bem as falangetas dos dedos de forma a criar um símbolo de uns cornos muito bem feitinho realmente, é caso para começar a falar em insulto? Nós nem sequer ouvimos o que Manuel Pinho disse. Essa é logo a primeira, o Primeiro Ministro José Sócrates estava empenhadíssimo a discursar e devia ser tão interessante que todos os deputados presentes no parlamento estavam a ter conversas paralelas. Um deles era Manuel Pinho que entretanto elaborou uma bela duma cornaça em pleno parlamento.
Meus amigos, temos que ser mais positivos e não olhar logo para as coisas más. Eu tenho uma teoria muito bem fundamentada pelo poema de Bocage (transcrito abaixo) que pode explicar o que faziam aqueles cornos áquela hora no parlamento. Eu tenho a sensação que Manuel Pinho apenas estava a dar conforto a um deputado do Partido Comunista que foi enganado. Não consigo indentificar qual foi porque serão muitos os visados pelo dito gesto mas o que é certo é que Manuel Pinho estava a reconfortá-lo e eu próprio já contratei uma daquelas pessoas que lê os lábios e ela conseguiu me dizer o que Manuel Pinho proferia enquanto fazia os corninhos:

"Não lamentes Alcino o teu estado,
Corno? Tem sido muita gente boa,
Corníssimos fidalgos tem Lisboa,
Milhões de vezes cornos têm reinado."

Não tenho nada mais a dizer. GC

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Julho, belo embrulho

Como é possível ter me esquecido que entrámos no mês de Julho. Dia 1 de Julho. Julho, Julho. Passava as proximas a dizer Julho se fosse preciso. É aquele mês que inaugura verdadeiramente o verão porque se repararem ninguem que esteja de férias em Junho diz: "Onde é que costumas passar a segunda quinzena de Junho?" "Epa vou para Stº António dos Cavaleiros", ninguém diz isto. Desculpem-me mas ninguem! Julho é aquele mês. Aquele com  grande. A gentalha começa a levar as marmitas para a praia, a geleira com as imperiais e o pêssego. Os cámones começam a chegar mais brancos que a neve. Chegam para ficar. Montam o chapéu de sol azul e branco, arrocham na sombra mas esquecem-se que a terra é redonda e gira á volta do Sol e que passado umas horas alguma parte do corpo estará exposta. Costumam ficar, das canelas para baixo, com uma escalda que parece que adquiriram as novas meias do Benfica. Gosto dos cámones. Arrotam dinheiro nos casinos, bebem que nem cães e acima de tudo são gente pacata, passo a redundância. Costuma ser em Julho que tudo se passa. A primeira e verdadeira bezana que inaugura o Verão, o primeiro bilhete no focinho dum algarvio, a primeira zanga com a namorada etc.
Julho reserva-nos muitas surpresas meus amigos e é por isso que falo dele hoje. A todos os portugueses, a todos os cámones, a todo o mundo: Bem-Vindos ao Verão!! GC

Estou magoado e indignado com... a Feira do Artesanato

Olé que tal? Turo bé? Desculpa ter começado desta maneira mas ontem realmente fui à feira do artesanato e eles recebem assim todos os clientes, então ficou me na memória.
Ora bem, venho aqui mostrar-te hoje um pouco de indignação e mágoa em relação à feira do artesanato que, se não sabes, ou és tarolhoco ou és tripeiro, está agora a decorrer na FIL. A feira do artesanato sempre foi, mais que um espaço, um TEMPO para os tugas meterem umas pulseirinhas de pé e uns batuques ao bolso sem o marroquino dar conta. Tive o prazer de ir lá na passada terça feira e revivi momentos de infância, não me perguntes o que, nem como, nem o que revivi, mas por momentos sentia-me criança a olhar para aquele imenso pavilhão cheio de esculturas de madeira de negros mamalhudos. Sim, se há coisa que eu tenho reparado é que os escultores estão cada vez mais obcecados com um belo par de seios. É seios por tudo quanto é lado, nos elefantes, nos Hulas, nos negros, nas negras, enfim, são escolhas. Há quem se preocupe em fabricar e esculpir pencas. É cada figura nariguda que eu chego-me a perguntar se o Pinóquio é do tempo da pedra, mas depois é que me apercebi que eram os "trolls da Noruega". A Feira do Artesanato é sempre uma festa, anda tudo amontoado uns nos outros, cada vez que uma pessoa passa pela barraca dos batuques, um africano começa a tocar djambé, mas quando a pessoa passa por ali e vira costas, o djambé também se cala. E perguntas-me: "Porque é que reviveste momentos de infância?" e eu respondo-te: "Não sei, o cheiro do incenso passou-me". É impressionante como uma pessoa chega ao pavilhão e aquilo tresanda a mandioca, a alcagoita, a nêspera e a xiripiti, que tudo junto se chama incenso. Mostro mágoa perante a feira porque ao que parece, esta senhora, alta, robusta, famosíssima, matadora e fatal chamada Crise bateu coro desta vez á feira do artesanato. É verdade ela chama-se Crise. Crise dos Santos Que Não Ajudam a Superá-la. Esta senhora fez-se á feira e a feira deixou-se ir, começaram-se a interessar um pelo outro, combinaram cafés, a feira estava encantada até que um dia, sem a feira saber, a puta da Crise levou-lhe tudo. As jóias, as belas pulseiras de pé, os broches africanos, os tapetes indianos, as chichas marroquinas, levou mais de metade dos mamalhudos que havia no ano passado. Safada da Crise.
A única boa recordação que trago da passada terça-feira, é aquele cheiro, aquela intensidade de cheiro da bela... sande de paio do pavilhão 3. GC