Antes de começar gostava só de deixar patente o meu sentimento de frustração por não ter a habilidade, nem a capacidade de passar para o papel a pronuncia que tão ferozmente me fascina e que é característica do norte CARAGO!!
Já dizia o outro que há males que chegam por bem e o caso de que vos falo é um fenomenal exemplo disso. Lá andava eu e os meus amigalhaços pela terra do Rei “emplastro” quando chegou, para desalento geral, a hora de rumar a sul, mais precisamente à grande Lisboa. Nós éramos sete criaturas e como havia apenas um veiculo disponível, é fácil de chegar à conclusão de que alguns de nós teriam que seguir caminho de “Quim”(boio). Ora, tinha então chegado a hora do famoso jogo da sorte e eu que sempre lutei afincadamente pela lei do “shotgun”, vi-me obrigado a ceder perante a pressão da justiça e da igualdade de direitos feita por indivíduos que, todos juntos, eram capazes de me fazer um dói-dói. Agora adivinhem qual foi o meu Azar/sorte.
Aqui estou eu a “mamar” com três horas de viagem no comboio inter-cidades que mais se parece com o chaço que faz escala ali na Damaia de cima, passando por Queluz de baixo e que contava com a colaboração de uma personagem que anunciava a paragem seguinte e que se pode orgulhar de ter vincadas, semelhanças vocais com o senhor que diz as bolas na sala de bingo, isto com todo o respeito que merecem esses senhores e o seu trabalho. Isto seria um pesadelo de bradar os céus, não fosse eu vislumbrar uma vantagem em tanto infortúnio. E essa vantagem foi, que se tornou possível, ainda que com alguns abanicos, escrever para vócezes, que é uma coisa que eu tanto gosto e não me importo!
Posto isto, gostava de tagarelar um pouco acerca do que foi o nosso fim-de-semana na Invicta. Começo por partilhar uma situaçaozinha que desperta em mim, myself, tamanha curiosidade e que até me faz comichão no nariz. Um indivíduo alfacinha que se passeie pelo Porto é imediatamente identificado como mouro. Atenção, isto não põe em causa a extraordinária hospitalidade de que fui alvo, mas sim a veemência com que se distingue um Lisboeta de um nativo. A questão é que nem é preciso abrir a boca para tal acontecer e a maneira de vestir, será um dos principais factores de distinção. Será que a maneira de andar também conta? Ou talvez o semblante que cada um carrega? Não sei e desconfio que nunca vou descobrir. Quanto a vocês não sei, mas que eu não consigo descobrir, salvo algumas e muito engraçadas excepções, aqueles que são do Porto, de Lisboa, ou até de Faro, isto apenas com uma avaliação rápida, feita com um mero olhar. Este fenómeno é, sem dúvida, uma qualidade para aqueles que possuem a destreza de o conseguir praticar e como tal, deixo aqui os meus sinceros parabéns e os desejos de força, porque o que falta a este país são pessoas que descubram as origens de outras pessoas apenas com um olhar. Posso dizer que estou MARABILHADO!!
O porto é uma cidade muito bonita, com “gente gira” e que me parece um pouco mais asseada e até limpa do que a minha eterna Lisboa.
Desde a Foz à ribeira, passando pela marginal, sem esquecer a ponte da Arrábida, vi sítios que gostei muito e não pude deixar de experimentar o famoso “lanche misto” que me deixou a chorar por mais, isto acompanhado de muita diversão e simpatia, proporcionadas por várias pessoas com quem estive.
Posso-vos dizer que não há nada melhor na vida do que ser reconhecido pelo trabalho que fazemos. Os autores deste projecto, três grandes amigos também, esforçam-se por escrever “bom material”, tudo por gosto, paixão, prazer e um desejo incalculável de singrar neste meio. É por isto tudo, que quando recebemos um feed-back positivo de pessoas, sejam elas de onde forem, acerca do nosso trabalho, isso deixa-nos num estado de imensa felicidade e com o sentimento de missão cumprida. É deveras gratificante receber elogios e incentivos, ainda para mais quando percebemos que pessoas de longe, neste caso do Porto, conhecem o nosso trabalho e gostam dele. Dá-nos vontade de escrever mais e mais e também melhor.
Recebi elogios sobre alguns dos textos que já escrevi, assim como o Gonçalo e o João também receberam. Agora, falando por mim mas com a certeza que eles concordarão comigo, não há nada melhor do que nos sentirmos realizados perante aquilo que fazemos, como também sermos reconhecidos por parte de outros. E como o prometido é devido, aqui vai um beijo e um “palavrão” para duas senhoras que se apresentam como “tripeiras” e que podemos, com todo o orgulho, considera-las fãs dos nossos textos. Os nomes não vou mencionar, não vá alguém tecê-las, mas posso afirmar que a sua simpatia, hospitalidade, assim como a maneira como são divertidas, nos fazem gostar do Porto e querer lá voltar. Muito obrigado B e F !!
Neste momento estou a passar pelo Entroncamento (!) e antes de me despedir gostava que percebessem aquilo que me vai na cabeça neste momento. Estou a pensar sair nesta paragem e criar aqui raízes e também família, isto em comunhão com uma Entroncada! Faço bem?
Do Gonçalo do Entroncamento, aqui vai um cheio de estilo cumprimento para todos vócezes! Até à próxima!
Saudações Tertulianas
Gonçalo Moreira Rato
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
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