Fica a questão. GC
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Legislativas 2009
Uma vez que estamos a entrar em fase de programas eleitorais para as eleições legislativas 2009, não queria escrever sem deixar uma mensagem de solideriedade para a Ilha da Graciosa. Uma ilha já referida por mim anteriormente. Uma ilha que não deixa de ser bela e graciosa, e um pouco antiga também. Numa altura em que estamos prestes a conhecer o nosso próximo partido que governará Portugal, quererão também os açoreanos relembrar o nosso grande Presidente num cartaz que eu próprio fotografei à cerca de 15 dias no aeroporto desta mesma ilha?
Fica a questão. GC
Fica a questão. GC
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Primeira Entrevista TV
Pois é! É uma estreia em grande. Um dos grandes resultados desta viagem por estes sítios maravilhosos e por estas grandes paisagens açoreanas é uma entrevista realizada na ilha da Terceira. Acabei por ficar muito tempo a falar com este senhor, mas da conversa, retirei o essencial. ATENÇÃO: esta entrevista é verídica. Aprecia.
ENTREVISTA: AMÍLCAR CRATO, 53 ANOS, TERCEIRENCE – ANGRA DO HEROÍSMO
GC: Primeira pergunta senhor Amílcar: Gosta de futebol?
AC: Gosto bastante. Cá na terceira torço sempre pelo Lusitânia. Gosto. Gosto. É bonito. Gosto de bolas a rolar pelo relvado. É bonito. Gosto.
GC: Quando é que se apercebeu que o Cristiano Ronaldo era o melhor jogador do mundo?
AC: Eu? Eu sempre soube. Sabe, o meu clube é o Lusitânia aqui da Terceira mas sempre tive um fraquinho pelo Sporting e quando o grande Cristiano se destacou no Sporting e partiu do clube eu adivinhei logo que ele se iria tornar o melhor do mundo. E “apois” assim foi. Eu adivinho tudo. Tudo ouviu? Tudo. Tudo. Tudo.
GC: Como tem vivido com este novo conceito da Gripe A?
AC: Gripe A? Eu sei lá isso. Quer dizer, já ouvi muita gente a falar nessa gripe mas nem me interesso. Eu todos os invernos começo logo com a ranhoca no nariz e penso logo para mim: “Amilcar, estás a ficar febril!”. Sabe, raramente estou doente, mas quando estou é a matar. Por isso se essa gripe me afectar, eu mando um peido e ela foge, garanto-lhe. Garanto-lhe.
GC: Como é o seu dia-a-dia aqui em Angra?
AC: Olhe jovem, isto é complicado. Sou pescador. Quer dizer, pensando assim á primeira vez, não é complicado porque isto é só peixe e porque? Sabe?
GC: Porque é uma ilha suponho.
AC: Exacto. Olha como o moço é esperto han? Enfim, acordo de manhã, pelas 5 vá. Pego em tudo o que preciso para ir para o barco, meto-me lá dentro e só volto ao fim da tarde. A minha mulher, a Zélia, costuma refilar, mas ela tem mais é que estar calada porque sou eu que lhe meto o peixe todos os dias á frente na mesa.
GC: Qual o seu prato preferido?
AC: Eu gosto de tudo. Não sou esquisito. Mas o preferido é peixe. Só peixe. Deve ser por estar habituado. (risos com cara de urso)
GC: O que acha desta crise económica que praí se fala?
AC: Oh meu amigo. Tinha que vir com essa pergunta não é? Isso a mim não me diz nada. O peixe é o mesmo. O peixe continua no mar. Eu vivo do peixe sabia? Desde que as garopas não saibam que a crise anda aí por mim está tudo 100% fixe. (risos com cara de urso outra vez)
GC: Qual o seu emprego de sonho?
AC: Sinceramente? Sonho trabalhar nos correios aqui de Angra. Não sou ambicioso. Gosto de andar dum lado para o outro. Quando era mais gaiato adorava cartas.
GC: Qual a sua opinião sobre o carro amarelo do noddy?
AC: Você pensa que goza comigo por eu não saber quem é esse nome mas eu sei. É um boneco. O meu neto vê-o sempre. Vê tanto tanto que acabo por decorar as músicas. Mas agora, essa pergunta é verdade? É para ser respondida? A minha opinião? Oh Hóme! Sei lá eu. É um carro. Anda bem de certeza. Pelo menos o boneco gosta de andar nele.
GC: Mas a buzina é irritante certo?
AC: Oh hóme, mas o que é isto? Ahhh a buzina. Sei tão bem. É é. Eu se fosse ao boneco, ó node, mandava trocar no mecânico. Lá nos desenhos animados também há um mecânico. Eu ia lá se fosse a ele.
GC: Para terminar, uma mensagem que queira deixar ao mundo?
AC: Uma mensagem? Mas daquelas sentimentais e profundas? Espere lá: Não vejam o nóde, ele é virado, vejam antes o Ruca que esse o meu neto ainda gosta mais. (risos com cara de um grande, grande urso).
ENTREVISTA: AMÍLCAR CRATO, 53 ANOS, TERCEIRENCE – ANGRA DO HEROÍSMO
GC: Primeira pergunta senhor Amílcar: Gosta de futebol?
AC: Gosto bastante. Cá na terceira torço sempre pelo Lusitânia. Gosto. Gosto. É bonito. Gosto de bolas a rolar pelo relvado. É bonito. Gosto.
GC: Quando é que se apercebeu que o Cristiano Ronaldo era o melhor jogador do mundo?
AC: Eu? Eu sempre soube. Sabe, o meu clube é o Lusitânia aqui da Terceira mas sempre tive um fraquinho pelo Sporting e quando o grande Cristiano se destacou no Sporting e partiu do clube eu adivinhei logo que ele se iria tornar o melhor do mundo. E “apois” assim foi. Eu adivinho tudo. Tudo ouviu? Tudo. Tudo. Tudo.
GC: Como tem vivido com este novo conceito da Gripe A?
AC: Gripe A? Eu sei lá isso. Quer dizer, já ouvi muita gente a falar nessa gripe mas nem me interesso. Eu todos os invernos começo logo com a ranhoca no nariz e penso logo para mim: “Amilcar, estás a ficar febril!”. Sabe, raramente estou doente, mas quando estou é a matar. Por isso se essa gripe me afectar, eu mando um peido e ela foge, garanto-lhe. Garanto-lhe.
GC: Como é o seu dia-a-dia aqui em Angra?
AC: Olhe jovem, isto é complicado. Sou pescador. Quer dizer, pensando assim á primeira vez, não é complicado porque isto é só peixe e porque? Sabe?
GC: Porque é uma ilha suponho.
AC: Exacto. Olha como o moço é esperto han? Enfim, acordo de manhã, pelas 5 vá. Pego em tudo o que preciso para ir para o barco, meto-me lá dentro e só volto ao fim da tarde. A minha mulher, a Zélia, costuma refilar, mas ela tem mais é que estar calada porque sou eu que lhe meto o peixe todos os dias á frente na mesa.
GC: Qual o seu prato preferido?
AC: Eu gosto de tudo. Não sou esquisito. Mas o preferido é peixe. Só peixe. Deve ser por estar habituado. (risos com cara de urso)
GC: O que acha desta crise económica que praí se fala?
AC: Oh meu amigo. Tinha que vir com essa pergunta não é? Isso a mim não me diz nada. O peixe é o mesmo. O peixe continua no mar. Eu vivo do peixe sabia? Desde que as garopas não saibam que a crise anda aí por mim está tudo 100% fixe. (risos com cara de urso outra vez)
GC: Qual o seu emprego de sonho?
AC: Sinceramente? Sonho trabalhar nos correios aqui de Angra. Não sou ambicioso. Gosto de andar dum lado para o outro. Quando era mais gaiato adorava cartas.
GC: Qual a sua opinião sobre o carro amarelo do noddy?
AC: Você pensa que goza comigo por eu não saber quem é esse nome mas eu sei. É um boneco. O meu neto vê-o sempre. Vê tanto tanto que acabo por decorar as músicas. Mas agora, essa pergunta é verdade? É para ser respondida? A minha opinião? Oh Hóme! Sei lá eu. É um carro. Anda bem de certeza. Pelo menos o boneco gosta de andar nele.
GC: Mas a buzina é irritante certo?
AC: Oh hóme, mas o que é isto? Ahhh a buzina. Sei tão bem. É é. Eu se fosse ao boneco, ó node, mandava trocar no mecânico. Lá nos desenhos animados também há um mecânico. Eu ia lá se fosse a ele.
GC: Para terminar, uma mensagem que queira deixar ao mundo?
AC: Uma mensagem? Mas daquelas sentimentais e profundas? Espere lá: Não vejam o nóde, ele é virado, vejam antes o Ruca que esse o meu neto ainda gosta mais. (risos com cara de um grande, grande urso).
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Graciosa
É de referir que no arquipélago açoreano, mais concretamente na Ilha da Graciosa também existem lojas dos chineses com características um tudo ou nada interessantes. Os proprietários das lojas, aqueles senhores de olhos em bico e que mijam para si próprios são lentos como os habitantes daqui; têm uma grande variedade de corta-unhas da hello kity; uma gama variadíssima de “Gellettes 3”. O slogan destas giletes são engraçados confesso: “ Com Gellettes 3, é f**** fazer a barba ao chinês”. Enfim, são opções.
Existe um supermercado nesta ilha da Graciosa (a segunda ilha mais pequena do arquipelago). Um supermercado cuja proprietária é uma mulher de 1,30m, cabelo branco, idosa, com buço. Um belo buço, diga-se de passagem. Dava para fazer um tapete persa lindíssimo. Era capaz de dar dinheiro, juro-vos. Enfim, gosto desta ilha. Ficas desde já a saber que muito em breve serão publicadas as fotografias desta engraçada viagem. GC
Existe um supermercado nesta ilha da Graciosa (a segunda ilha mais pequena do arquipelago). Um supermercado cuja proprietária é uma mulher de 1,30m, cabelo branco, idosa, com buço. Um belo buço, diga-se de passagem. Dava para fazer um tapete persa lindíssimo. Era capaz de dar dinheiro, juro-vos. Enfim, gosto desta ilha. Ficas desde já a saber que muito em breve serão publicadas as fotografias desta engraçada viagem. GC
sábado, 1 de agosto de 2009
Molhada Algarvia
É verdade meus jovens, já lá vai um tempinho desde o meu último texto que ninguém leu..
Hoje venho-vos falar das molhadas de Verão. Eu estive numa que foi tão porca, tão javarda, tão pouco convencional que o resultado só podia ser um: podre de doente, com nada mais nada menos que uma infecção respiratória. Isto passou-se numa semana no Algarve. Programa muita baril: 2 semanas a conviver com a malta num T2, que nem máquina de lavar tinha...Deixei-me dizer-vos que por mais falhas que a casa tivesse (e não eram poucas), o que nunca faltou foi diversão e...berros! Porquê? Porque naquela bendita casa havia sempre...mas sempre alguém! Meu Deus, só agora é que me compenetrei que chegaram a estar uns 15 macacos (e macacas!) a dormir num T2...podem visualizar a selva que não era aquilo. Bastaria dizer-vos que eu, como cidadão exemplar que sou, fui desarrumando tudo á minha volta, bem como eu gosto...tudo escangalhado e desmazelado á minha volta! Não toquei nos boxers, meias, calções, t-shirts sujos em quase uma semana...no fim tive que andar pela sala (que era um tipo de casulo partilhado com mais 4 gajos) á procura dos ditos safados! E não é que decerteza que me esqueci de alguns dos cujos...decerteza absoluta. Não sei como é que é com vocês, mas eu tenho aquela sensação que me esqueco sempre, mas sempre de alguma coisa. E, para mal dos meus pecados, o pior é que perco mesmo alguma coisa. Sempre! Ainda hei-de estar vivo para ver perder esta santa cabecinha que o Senhor me deu de tão boa vontade. Bom...mas houve outra coisa engraçada: os maganos com quem tive o gosto de partilhar uma salinha tão lindinha, também não arrumaram os respectivos objectos pessoais. Aquela salinha mai linda era um misto de cheiro a pé-de-atleta, suor do Miguel (tou a brincar), boxers e meias sujas e, o meu favorito, um cheirinho permanente a punzeco quentinho. Este cheiro mantinha-se fosse quem fosse que estivesse naquela casa! Na...agora estou a exagerar ou, vai na volta e não estou...uma semana naquele pardeeiro a ver como se aguenta os sentidos cognitivos de alguém. Aquela casa era simplesmente inacredtitável. O chão daquilo parecia o chão da Botica e logo de manhã, comia-se com um bafo a cerveja ressequida. Yummy...
Quando se acordava, não havia água! Com uma ressaca do tamanho da glória do Benfica (lol...) em cima, não havia água para acalmar a coisa...Nunca havia comida e quando havia ou era entremeadinha assadinha no meio balde de gás ou uma porra duma massa do Continente. Juro-vos que qualquer dia ando á esparguete (o que quer que isso seja...) de tanto enfiar massa no bucho.
Isto tudo para vos dizer que era suposto ficar por terras algarvias durante duas semanas. Mas, subitamente, as minhas férias na molhada foram interrompidas por uma infecção respiratória. Lá voltei eu para Lisboa, onde estou neste momento, muito miserável e infeliz. Por mais javardo que seja uma molhada algarvia á moda antiga, é do catano pá!
Beijinhos abracinhos e muitos palhacinhos
JML
PS: A médica cá em Lisboa disse-me que quase decerteza que eu estava com Gripe A, por isso quando me virem não fugam...va lá...
Hoje venho-vos falar das molhadas de Verão. Eu estive numa que foi tão porca, tão javarda, tão pouco convencional que o resultado só podia ser um: podre de doente, com nada mais nada menos que uma infecção respiratória. Isto passou-se numa semana no Algarve. Programa muita baril: 2 semanas a conviver com a malta num T2, que nem máquina de lavar tinha...Deixei-me dizer-vos que por mais falhas que a casa tivesse (e não eram poucas), o que nunca faltou foi diversão e...berros! Porquê? Porque naquela bendita casa havia sempre...mas sempre alguém! Meu Deus, só agora é que me compenetrei que chegaram a estar uns 15 macacos (e macacas!) a dormir num T2...podem visualizar a selva que não era aquilo. Bastaria dizer-vos que eu, como cidadão exemplar que sou, fui desarrumando tudo á minha volta, bem como eu gosto...tudo escangalhado e desmazelado á minha volta! Não toquei nos boxers, meias, calções, t-shirts sujos em quase uma semana...no fim tive que andar pela sala (que era um tipo de casulo partilhado com mais 4 gajos) á procura dos ditos safados! E não é que decerteza que me esqueci de alguns dos cujos...decerteza absoluta. Não sei como é que é com vocês, mas eu tenho aquela sensação que me esqueco sempre, mas sempre de alguma coisa. E, para mal dos meus pecados, o pior é que perco mesmo alguma coisa. Sempre! Ainda hei-de estar vivo para ver perder esta santa cabecinha que o Senhor me deu de tão boa vontade. Bom...mas houve outra coisa engraçada: os maganos com quem tive o gosto de partilhar uma salinha tão lindinha, também não arrumaram os respectivos objectos pessoais. Aquela salinha mai linda era um misto de cheiro a pé-de-atleta, suor do Miguel (tou a brincar), boxers e meias sujas e, o meu favorito, um cheirinho permanente a punzeco quentinho. Este cheiro mantinha-se fosse quem fosse que estivesse naquela casa! Na...agora estou a exagerar ou, vai na volta e não estou...uma semana naquele pardeeiro a ver como se aguenta os sentidos cognitivos de alguém. Aquela casa era simplesmente inacredtitável. O chão daquilo parecia o chão da Botica e logo de manhã, comia-se com um bafo a cerveja ressequida. Yummy...
Quando se acordava, não havia água! Com uma ressaca do tamanho da glória do Benfica (lol...) em cima, não havia água para acalmar a coisa...Nunca havia comida e quando havia ou era entremeadinha assadinha no meio balde de gás ou uma porra duma massa do Continente. Juro-vos que qualquer dia ando á esparguete (o que quer que isso seja...) de tanto enfiar massa no bucho.
Isto tudo para vos dizer que era suposto ficar por terras algarvias durante duas semanas. Mas, subitamente, as minhas férias na molhada foram interrompidas por uma infecção respiratória. Lá voltei eu para Lisboa, onde estou neste momento, muito miserável e infeliz. Por mais javardo que seja uma molhada algarvia á moda antiga, é do catano pá!
Beijinhos abracinhos e muitos palhacinhos
JML
PS: A médica cá em Lisboa disse-me que quase decerteza que eu estava com Gripe A, por isso quando me virem não fugam...va lá...
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